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Dow Jones despenca 6,9% em meio a temores sobre 2º onda de covid-19

Wall Street, tradicional centro financeiro, em frente à Dow Jones Bolsa de Valores de Nova York, nos Estados Unidos - Stan Honda/AFP
Wall Street, tradicional centro financeiro, em frente à Dow Jones Bolsa de Valores de Nova York, nos Estados Unidos Imagem: Stan Honda/AFP

12/06/2020 04h18

Nova York, 11 jun (EFE).- O índice Dow Jones Industrial despencou nesta quinta-feira 6,9% - seu pior dia desde o pico de incertezas sobre os rumos do novo coronavírus, em março - em meio ao temor dos investidores em relação a uma possível segunda onda de covid-19 e sobre os prognósticos negativos do Federal Reserve (Fed) para a evolução da economia dos Estados Unidos.

O principal indicador da Bolsa de Nova York perdeu 1.861,82 pontos e ficou com 25.128,17, tendo como destaques negativos entre seus 30 componentes as quedas das ações de Boeing (-16,43%), Dow Inc (-9,87%), IBM (-9,16%), Goldman Sachs (-9,1%) e Exxon Mobil (-8,85%).

O seletivo S&P 500 caiu 5,89%, para 3.002,10 pontos, e o índice composto da bolsa eletrônica Nasdaq, que vinha de três recordes consecutivos, recuou 5,27% e fechou aos 9.492,73.

Antes das fortes quedas de hoje e das duas registradas no Dow Jones e no S&P 500 nos últimos dias, Wall Street vinha de uma tendência otimista com as reaberturas econômicas em alguns estados americanos. Mas o aumento do número de contágios pelo novo coronavírus em Texas, Arizona, Califórnia e Flórida fez aumentar o medo de uma nova onda de covid-19.

O número de casos reportados de coronavírus no país chegou a 2 milhões, e o de mortes agora é de 111 mil, segundo a universidade Johns Hopkins, que contabiliza dados sobre a pandemia em todo o mundo.

Os investidores temem que os estados voltem a impor suspensão de atividades comerciais e imponham novas medidas de isolamento para evitar a propagação da doença, embora o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, tenha dito de manhã que o país não pode se dar ao luxo de fechar novamente sua economia, porque os danos, segundo ele, "seriam maiores".

Nesta quinta-feira, o Departamento do Trabalho informou que, na semana passada, mais 1,5 milhão de americanos solicitaram seguro desemprego, um número que ainda indica uma desaceleração nos pedidos, mas que já chega a cerca de 44 milhões desde meados de março.

Wall Street também reagiu às más previsões feitas ontem pelo presidente do Fed. Jerome Powell disse que a recuperação nos EUA será mais lenta do que o esperado e previu uma retração de 6,5% do PIB em 2020, embora tenha prometido colocar as ferramentas do banco central à disposição dos mercados financeiros.

O índice de volatilidade Vix, conhecido como o "índice do medo" no mercado, disparou hoje mais de 51%.

No horário de fechamento da bolsa, a onça do ouro subia para US$ 1.734,30, e a rentabilidade dos treasuries com vencimento em 10 anos caía para 0,671%.