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China promete retaliação aos EUA por medidas contra companhias de tecnologia

07/08/2020 15h02

Pequim, 7 ago (EFE).- O governo da China criticou nesta sexta-feira a ordem dos Estados Unidos de proibir transações com as companhias de tecnologia ByteDance e Tencent, desenvolvedores do TikTok e WeChat, respectivamente, e prometeu uma resposta à altura.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, cobrou do governo americano "ouvir as vozes racionais de seu país e da comunidade internacional, corrigir seus erros e parar de politizar assuntos econômicos e oprimir as empresas".

O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou ontem uma ordem executiva que proíbe por 45 dias qualquer transação ou negócio com a ByteDance e a Tencent, sob a justificativa de proteger a segurança nacional.

Wenbin chamou a ordem de Trump de "hegemonia em plena exibição" e disse que os Estados Unidos estão dando uma "desculpa para abusar do poder estatal e coibir empresas sem qualquer base", com fins políticos.

"Os Estados Unidos finalmente provarão o amargo fruto da escolha do interesse próprio sobre os princípios do mercado e as regras internacionais, o que levará apenas a um declínio em sua moralidade, imagem nacional e confiança internacional", afirmou o porta-voz.

Além disso, Wenbin fez um apelo para que Washington forneça "um ambiente claro, justo e não discriminatório" para a operação e o investimento normais de todos os países do mundo.

A China, segundo o porta-voz, defenderá os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas, e os Estados Unidos terão que "arcar com as consequências de suas ações". O representante do governo do país asiático, no entanto, não revelou as possíveis retaliações.

O prazo de 45 dias estabelecido quinta-feira por Trump vai um pouco além da data de 15 de setembro, que o próprio presidente deu nesta semana ao TikTok, para vender os negócios ou deixar os Estados Unidos, onde o aplicativo teve mais de 175 milhões de downloads.

A campanha de Washington contra a grande tecnologia chinesa começou há mais de um ano com a Huawei, maior fornecedora de equipamentos para redes e telecomunicações.