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Cepal atualiza previsões de crescimento para América Latina e Caribe

16/12/2020 17h15

Santiago do Chile, 16 dez (EFE).- A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) divulgou nesta quarta-feira uma ligeira melhora nas projeções de crescimento da região, com contração de 7,7% em 2020, na pior crise dos últimos 120 anos, com uma taxa de desemprego de 10,7%.

"Ao se comparar diferentes indicadores de saúde, econômicos, sociais e de desigualdade, América Latina e Caribe é a região mais afetada do mundo emergente", aponta informe da organização, que é sediada em Santiago, no Chile.

Em julho deste ano, a Cepal havia projetado uma recessão de 9,1%, além de uma taxa de desemprego de 13,5%.

De toda forma, mesmo com a suavização dos prognósticos negativos, ainda assim se trata da pior crise já registrada na região, com a queda de 8,5% no PIB per capita regional.

O país mais afetado, segundo a Cepal, é a Venezuela, com contração de 30,9%, seguida; seguido de Peru (-12,9%), Panamá (-11 %), Argentina (-10,5 %), Equador (-9 %) e México (-9 %);

Na região, de acordo com o relatório, o Brasil apresenta previsão de queda de 5,3%, um dos menores indicadores, depois dos de Costa Rica (-4,8%), Uruguai (-4,5%), Nicarágua (-4%), Haiti (-3%), Guatemala (-2,5%) e Paraguai (-1,6 %).

Com quase 14,2 milhões de casos de infecção e mais de 475 mil mortes, durante muitos meses foi o foco da pandemia da Covid-19 no mundo. Brasil, México e Argentina estão entre os países mais afetados do planeta.

A maior parte da região já não está sob qualquer regime de confinamento e com suas atividades econômicas em andamento, embora os países temam a chegada de uma nova onda após as férias de Natal, o que poderia forçar novas quarentenas.

As consequências econômicas e sociais da pandemia foram agravadas pelos problemas estruturais históricos da região, e a recuperação dos níveis de PIB pré-crise "será lenta e não será alcançada até por volta de 2024", apontou a Cepal.

As previsões de trabalho, segundo a agência, seguem catastróficas, com taxa de desemprego de 10,7% ao ano, em uma região com 626 milhões de habitantes.