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Economia argentina registra contração de 10% em 2020

25/02/2021 00h40

Buenos Aires, 24 fev (EFE).- A economia da Argentina se contraiu 10% no ano passado, um dos piores desempenhos na história, como consequência dos drásticos efeitos da pandemia de covid-19 que aprofundaram a recessão sofrida pelo país há três anos.

Os dados do Estimador Mensal da Atividade Econômica divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos confirmam que a Argentina registrou o pior ano econômico desde 2002, quando a economia se contraiu 10,9% pelos efeitos da crise no final de 2001.

O país havia iniciado 2020 em condições de grande debilidade, com um tecido produtivo já atingido pela recessão que começou em 2018, consumo em queda, forte instabilidade financeira e inflação elevada.

O governo de Alberto Fernández, que assumiu a presidência em dezembro de 2019, tinha começado a tomar medidas para tentar responder à emergência econômica quando a pandemia estourou em março de 2020, e o governo teve de adotar medidas severas de confinamento sanitário que implicaram a paralisação de boa parte das atividades econômicas.

Em abril, foram registradas taxas anuais de queda da atividade (-25,4%) nunca vistas na história do país, nem mesmo no pior momento da crise de 2001 e 2002.

SINAIS DE RECUPERAÇÃO.

Desde meados do ano, com a diminuição gradual das restrições e da ajuda concedida pelo Estado, as taxas de queda têm diminuído em termos anuais, sendo de 2,2% em dezembro do ano passado.

Entretanto, em comparação com o mês anterior, a economia argentina tem mostrado sinais de recuperação desde maio, embora a taxas cada vez menos vigorosas: em dezembro, a melhora foi de apenas 0,9% em comparação com novembro, a taxa mais baixa desde que alguma melhora começou a ser notada.

O governo, que tenta ver o copo meio cheio, frisou nesta quarta-feira que a atividade econômica "conseguiu se recuperar na segunda parte do ano" e em dezembro estava em níveis superiores aos de março, quando a pandemia chegou, e apenas 3% abaixo do "nível pré-covid-19" de fevereiro.

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