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Greve de funcionários de terra provocam cancelamento de 30 voos em Portugal

26/08/2022 15h28

Lisboa, 26 ago (EFE).- A greve de funcionários de terra da companhia Portway, que reivindicam melhores condições de trabalho, provocaram o cancelamento de cerca de 30 voos nos aeroportos de Portugal nesta sexta-feira, e a previsão é que o número chegue a 100 ao longo do dia.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (Sintac) estima que, em Lisboa, houve uma adesão de 90%; no Porto, de 85%; no Funchal, na Ilha da Madeira, de 60% a 70%; e no Faro, no Algarve, de 40% a 50% do pessoal de uma das principais companhias de assistentes de terra em aeroportos do país.

"Esta greve mostra em o descontentamento destes trabalhadores. Esperamos que, com isso, a empresa possa estar aberta ao diálogo", disse aos jornalistas o diretor do Sintac Pedro Figueiredo.

Devido a paralisação, que começou hoje e está prevista para perdurar até domingo, foram cancelados 20 voos em Lisboa, mas a expectativa é que o número chegue até 60 ao longo desta sexta-feira, e que no Porto a cifra alcance a marca de 40.

Os sindicalistas acusam os representantes da companhia de "má fé" durante as negociações, que se estendem por anos.

A categoria pede atualização salarial nas progressões de carreira, melhora nas condições dos períodos de refeição e descanso, e o cumprimento do pagamento das férias, entre outros pontos, segundo divulgou o Sintac, na convocatória da greve.

O órgão regulador dos aeroportos portugueses informou ontem que ficariam afetadas as atividades de cerca de 20 companhias aéreas, entre elas, Air Canada, American Airlines, Brussels Airlines, EasyJet, Latam e Turkish Airlines.

O sindicato denunciou que, durante a greve, empresas estão sendo contratadas para substituir os funcionários que cruzaram os braços, informação que foi encaminhada às autoridades locais.

À agência portuguesa de notícias "Lusa", fontes da Portway garantiram que a companhia "não contratou serviços externos para enfrentar a paralisação", indicando que companhias e aeroportos, no entanto, têm permissão para isso. EFE