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Cofecon cobra apuração célere de denúncias e defende eleições diretas

Aline Bronzati

São Paulo

O Conselho Federal de Economia (Cofecon) defende, em nota, a apuração "célere" do que classifica como "graves denúncias" envolvendo o atual governo. No texto, o Cofecon também defende a convocação de eleições gerais diretas no caso de vacância na presidência da República em uma eventual saída de Michel Temer após a delação da JBS. O conselho destaca ainda que dar continuidade à agenda do atual governo, para a qual a instituição tem adotado postura crítica, principalmente em relação às reformas, dificulta a saída da atual crise.

"Em havendo vacância do cargo de Presidente da República e, em respeito ao Estado Democrático de Direito, o Cofecon defende que, mediante a aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional, sejam convocadas eleições gerais diretas antecipadas para a Presidência da República e para a Câmara dos Deputados e 2/3 do Senado Federal, com mandatos que excepcionalmente finalizem em 2022", ressalta o Conselho em nota.

A entidade considera ainda como "necessária" a convocação simultânea de uma Assembleia Constituinte para a realização de uma reforma política, com prazo determinado para o encerramento dos trabalhos.

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