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Mnuchin reitera desejo por ver novo teto da dívida aprovado antes de agosto

São Paulo

13/06/2017 13h03

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, reafirmou hoje seu desejo por ver o novo teto da dívida do governo federal aprovado antes do recesso de agosto do Congresso.

O dirigente, no entanto, afirmou que a pasta tem um planejamento pronto caso isso não ocorra, o que deve possibilitar o financiamento das funções do governo até setembro, quando os senadores e deputados norte-americanos voltam às atividades.

Em depoimento ao Comitê Bancário do Senado, Mnuchin voltou a defender o comércio internacional "livre e justo" e as reformas regulatória e tributária como formas de trazer o país de volta para uma trajetória de crescimento de 3,0% ao ano. Essa expansão "não deve acontecer" em já 2017, emendou, mas vai pagar pelo decréscimo na arrecadação decorrente das reformas.

Mnuchin defendeu o presidente Donald Trump quando questionado sobre suas ações ou comentários. Ele negou que o republicano tenha prometido, durante a campanha, reinstaurar a regra Glass Steagal, que prevê a separação entre bancos comerciais e de investimento.

O secretário também comentou que seria possível existir "um bom fechamento" temporário do governo - algo que pode ocorrer novamente caso o Congresso não aprove um novo teto da dívida, mas salientou, por outro lado, que estes seriam cenários muito hipotéticos e que seu principal objetivo é não deixar que isso ocorra.

No início de maio, Trump escreveu que tal medida poderia ser útil mudar algumas regras de votação no Congresso do país.

O secretário se esquivou ainda de acusações de que teria retrocedido em um comentário feito no início do ano, quando defendeu não a não inclusão cortes de impostos para os mais ricos nos EUA no projeto de reforma tributária. A medida, logo apelidada da "regra Mnuchin" por representantes democratas, deixou de ser defendida. "Quando tivermos o projeto pronto, terei o maior prazer em sentar para discutir com os senhores (estas questões), afirmou". (Marcelo Osakabe)

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