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Reforma trabalhista

Nas redes, oposição comemora rejeição à reforma; base diz que nada muda

Daniel Weterman

São Paulo

  • Marcos Oliveira/Agência Senado

    Senadores da oposição comemoram rejeição da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais

    Senadores da oposição comemoram rejeição da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais

Mesmo não interrompendo a tramitação da reforma trabalhista no Senado, a oposição comemorou como uma vitória a rejeição do texto na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). O relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) foi rejeitado por 10 votos a 9.

Já a base governista está agindo para afirmar que "nada muda" na tramitação do texto e que a proposta ainda vai passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pelo plenário da Casa.

A página do PT no Senado comemorou o resultado na CAS e disse que a rejeição é uma derrota para o governo do presidente Michel Temer (PMDB). "Vitória!!!!!! Oposição derrota governo Temer na votação da reforma trabalhista", diz uma publicação da página.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) destacou o resultado e escreveu no Twitter que "a luta dos trabalhadores e do povo continua". O deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP) disse que o presidente Temer "perdeu sua base" com o resultado. Na mesma linha publicou a deputada Maria do Rosário (PT-RS). "Derrota de Temer no Senado decreta fim do governo", declarou.

Paulo Paim (PT-RS), que teve o voto em separado aprovado na Comissão, gravou um vídeo para as redes sociais e chorou ao falar do resultado. "Quando a vitória é ganha na prorrogação tem mais emoção", disse.

Ele afirmou que a rejeição ao texto de Ferraço foi "uma vitória do povo brasileiro. "Eles iriam tirar todos os direitos de vocês, era um crime contra nossa gente." O senador ainda emendou a confiança na queda do presidente Temer. "Agora com esse governo caindo, dá para a gente caminhar para botar esse país nos trilhos."

Já base governista relativizou a rejeição e lembrou que o texto segue amanhã para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e ainda para o plenário.

"Mesmo com a derrota de hoje na CAS, a tramitação da reforma trabalhista não muda. A matéria segue para CCJ amanhã, quando irei ler meu relatório pela constitucionalidade do projeto", escreveu no Twitter o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

A página oficial do PMDB na rede social publicou um texto afirmando que o resultado não interfere na tramitação da proposta. "Mesmo rejeitada por 10 a 9 na CAS, tramitação da reforma trabalhista continua normalmente na CCJ e depois no plenário do Senado. Não muda nada", diz a publicação.

 

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