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Lindbergh acusa presidência do Senado de buscar auditório para votar trabalhista

Julia Lindner, Fernando Nakagawa e Thiago Faria

Brasília

O líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ), acusa a presidência da Casa de estar arrumando o auditório Petrônio Portela para transferir a votação da Reforma Trabalhista para o local. A sessão para apreciação da proposta foi suspensa no início da tarde desta terça-feira, 11, após parlamentares da oposição ocuparem a cadeira da presidência da Casa no plenário e se recusarem a deixar a mesa há mais de uma hora.

Para Lindbergh, esta opção apenas vai "radicalizar" mais a situação e o caminho adotado deveria ser o da negociação. Sob rumores de que a votação será transferida para o auditório, um grupo de cerca de 20 trabalhadores e sindicalistas estava concentrado por volta das 13h30 no local como forma de protesto.

Apesar de a visitação estar proibida nesta terça no Congresso, os manifestantes conseguiram entrar para participar de uma reunião da Comissão de Direitos Humanos (CDH) mais cedo. A oposição quer negociar para que seja liberada a presença de manifestantes nas galerias do plenário durante a votação.

Um cordão de isolamento foi feito próximo ao auditório pela Polícia Legislativa e a imprensa está proibida de entrar no local. Manifestantes pediam a entrada dos jornalistas e gritavam contra o governo do presidente Michel Temer e contra a reforma.

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