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Congresso deve levar trajetória da dívida dos EUA consideração, diz Yellen

Victor Rezende

São Paulo

A presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Janet Yellen, pediu ao Congresso dos Estados Unidos que leve em consideração a trajetória de crescimento da dívida americana ao tomar decisões sobre aumento de gastos e corte de impostos.

Em depoimento ao Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes dos EUA, Yellen disse que os congressistas precisam trabalhar para alcançar a "sustentabilidade da dívida ao longo do tempo", advertindo que poderia influenciar o crescimento da produtividade e os padrões de vida dos americanos. A fala da dirigente ocorre ao mesmo tempo em que os congressistas avaliam mudanças na política fiscal propostas pelo presidente americano, Donald Trump, que incluem reduções em impostos e aumento de gastos com infraestrutura, o que poderia elevar o déficit público nos próximos anos.

Em duas ocasiões, Yellen voltou a dizer que pretende cumprir todo o seu mandato à frente do banco central dos EUA. "Esse pode ser o meu último depoimento no Congresso" como presidente do Fed, já que ela pode ser substituída no início do próximo ano pelo governo Trump. Segundo o site Politico.com, o diretor do Conselho Econômico Nacional dos EUA, Gary Cohn, é o favorito de Trump para substituir Yellen na presidência do Fed. A dirigente, no entanto, se recusou a comentar se deseja um novo mandato à frente da instituição, mas ressaltou que isso será discutido com Trump.

De acordo com a dirigente, o sistema bancário americano é bem capitalizado, forte e resiliente, como foi mostrado no último teste de estresse conduzido pelo Fed, há pouco tempo. Além disso, as "empresas americanas estão sentadas em cima do dinheiro", na visão da presidente do BC americano.

A conduta do vice-presidente do Fed, Stanley Fischer, foi abordada durante a sabatina, com a deputada republicana Ann Wagner pressionando Yellen após problemas de vazamento de informações e um recente discurso de Fischer a portas fechadas. Segundo a dirigente, "não há requisitos" para que os membros do Fed não possam discursar em sessões fechadas, a menos que não revelem informações sigilosas. Ela comentou, ainda, ser "fortemente contra" uma auditoria no Fed, alegando que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) precisa de espaço para um debate honesto sobre a situação econômica do país, onde não haja interferência política. Para ela, o Fed é um dos bancos centrais mais transparentes no mundo.

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