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BoJ deixou previsão para inflação porque mercados a viam como prazo, diz Kuroda

Tóquio

O presidente do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), Haruhiko Kuroda, disse nesta sexta-feira que a instituição desistiu de fornecer uma previsão de quando a inflação do país provavelmente atingirá sua meta de 2% porque os mercados erroneamente a viam como um prazo firme que determinaria a direção da política monetária.

"Fizemos a alteração porque havia um mal-entendido nos mercados de que a data da previsão e a política monetária estão diretamente ligadas", gerando expectativas de que quando há mudanças nas projeções, devem haver mudanças na política", disse Kuroda em coletiva de imprensa que se seguiu à decisão do BoJ, durante a madrugada, de manter sua política monetária inalterada.

Anteriormente, o BoJ previa que a inflação ganharia força e chegaria a 2% até março de 2020.

Kuroda ressaltou, no entanto, que o abandono da previsão não significa uma mudança na postura de política do BoJ e reiterou que o objetivo do banco central japonês é alcançar inflação de 2% "o mais breve possível".

"Nosso compromisso com a política não mudou de forma alguma", disse Kuroda. "Não há mudança na postura de que continuaremos com agressivo relaxamento (monetário) de forma persistente", acrescentou.

Kuroda afirmou, porém, que ainda há grandes chances de que a inflação atinja 2% no ano fiscal que se encerra em março de 2020. Fonte: Dow Jones Newswires.

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