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Maia: Combinei reunião com relator da reforma tributária

Igor Gadelha, colaborou Neila Almeida

Brasília

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou nesta segunda-feira, 28, que pretende retomar o debate sobre a reforma tributária na Casa. Ele disse que combinou reunião nesta terça-feira, 29, com o relator da proposta na Casa, deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), para tentar avançar no tema e, pelo menos, aprovar uma emenda constitucional com a reforma na comissão especial - a proposta só pode ser votada no plenário quando acabar a intervenção federal no Estado do Rio.

"Esse é o debate: que sistema tributário queremos, quem queremos tributar mais ou menos", afirmou em entrevista ao chegar à Câmara. Para Maia, é importante perceber que "a questão fiscal é importante, mas a vida das pessoas deve ter um peso maior". "A questão fiscal é fundamental, sou um grande defensor do equilíbrio fiscal, mas, por outro lado, a gente precisa entender que o Brasil tem um milhão a mais de brasileiros já a partir de 2016 na extrema pobreza", declarou.

O presidente da Câmara reforçou que pretende manter a discussão sobre redução do gás de cozinha, mas não necessariamente por meio da medida provisória (MP) que acaba com o chamado fundo soberano. "Vamos conversar com a equipe econômica, para que eu mostre para eles qual é o caminho, e eles me mostrem, do ponto de vista fiscal, o que pode ser feito na MP para poder atender à sociedade", disse. "Mas estamos num momento um pouco mais conturbado, é melhor ter agora mais paciência", emendou.

Maia disse que outra opção para reduzir o preço do gás é usar recursos da cessão onerosa, tema alvo de projeto em tramitação na Casa. Pelos cálculos dele, a proposta, se aprovada, pode gerar uma receita extra para o governo na ordem de R$ 80 bilhões a R$ 100 bilhões, "o que pode responder muito dos anseios da sociedade".

"Mas tudo feito com cuidado, porque são projetos que precisam ser debatidos, aprovados, sancionados e depois feito leilão, no caso da cessão onerosa, para que o governo tenha receita", minimizou.

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