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'Até o fim de semana, tudo volta ao normal', diz presidente da Raízen

Mônica Scaramuzzo

São Paulo

  • Armando Paiva/Raw Image/Estadão Conteúdo

    Caminhoneiros parados nas imediações da Raízen, em Duque de Caxias (RJ)

    Caminhoneiros parados nas imediações da Raízen, em Duque de Caxias (RJ)

Segunda maior distribuidora de combustíveis do País, atrás da BR, a Raízen (joint venture entre Cosan e Shell) acredita que o abastecimento vai ser normalizado nos próximos dias, após a greve dos caminhoneiros. Luís Henrique Guimarães, presidente da companhia, ainda não vê com preocupação a paralisação dos petroleiros, deflagrada ontem. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Quanto tempo ainda demora para o abastecimento voltar ao normal?

Depende da região. As pessoas não têm ideia do impacto que (a greve) tem para a cadeia. Acredito que, agora, com o feriado prolongado, o fluxo seja mais rápido. Até o fim de semana, a situação irá se normalizar. Há regiões que foram mais afetadas, como Betim (MG), por exemplo. Nosso trabalho agora é reorganizar estoques. Os consumidores nem sempre se dão conta porque o produto está sempre lá nos postos.

O sr. vê a greve dos petroleiros com preocupação?

Não. O que foi das refinarias para as distribuidoras, em sua grande maioria, é via duto. Segundo ponto é que a Petrobras tem enorme competência para conduzir essa crise. A Raízen vai fazer a sua parte.

Como a Shell recebeu a notícia da crise?

Não muda a percepção deles sobre o Brasil. Eles acompanham o desenrolar e acreditam na capacidade da companhia de conduzir a crise.

Como foram as conversas das distribuidoras em Brasília?

Todas tentaram administrar a situação: saber quais eram os locais mais frágeis. Houve uma conjunção de energia ali para resolver este problema.

Qual foi o impacto na Raízen?

As perdas foram representativas, mas não temos a magnitude (o faturamento da Raizen Distribuidora é de cerca de R$ 8 bilhões por mês).

Como a discussão tributária deve ser conduzida?

A discussão futura tem de ser de criar mecanismos para que se possa poupar para poder gastar nos momentos como estamos vivendo agora.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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