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UE pede aos EUA que isentem empresas europeias de sanções econômicas contra Irã

Bruxelas

06/06/2018 01h19

Ministros de Finanças da França, Alemanha, Reino Unido e da União Europeia escreveram carta ao secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, e ao secretário de Estado, Mike Pompeo, na qual dizem que a iniciativa de Washington de impor sanções contra Teerã, após a retirada dos EUA do acordo nuclear internacional com o Irã, estaria prejudicando o esforço desses países para preservar o comércio iraniano. Além disso, o bloco pediu isenção de sanções impostas pelos EUA a companhias europeias.

"No estado atual, as sanções secundárias dos EUA poderiam impedir a UE de continuar com um alívio significativo de sanções contra o Irã", disseram os ministros na carta, que foi revisada pelo Wall Street Journal. O documento equivale a uma admissão das autoridades europeias de que há pouco que o bloco possa fazer para garantir que as empresas europeias permaneçam em solo iraniano. Os EUA alertaram repetidamente que empresas europeias estarão no fogo cruzado se continuarem negociando com o Irã quando o período de ajuste para a implementação das sanções terminar. A essas companhias foi dado o prazo até 6 de agosto para o encerramento das transações em dólares. Empresas de energia têm até 4 de novembro.

Algumas empresas anunciaram planos para suspender a atividade no Irã, incluindo a gigante francesa Total e, nesta terça-feira, a montadora Peugeot. "Os europeus vão enfrentar as sanções efetivas dos EUA", disse o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, no fim de semana após Trump retirar Washington do pacto nuclear.

Ainda na carta, as autoridades europeias classificaram as sanções dos EUA como uma ameaça à segurança europeia. "Como aliados, esperamos que os EUA se abstenham de tomar medidas para prejudicar os interesses de segurança da Europa", disseram. O documento pede, ainda, amplas isenções para empresas da UE que assinaram contratos depois que o acordo nuclear iraniano entrou em vigor, em janeiro de 2016 e pede isenções para manter canais financeiros com o Banco Central do Irã e outros credores iranianos que não foram penalizados pelo bloco europeu.

O ministro de Finanças da França, Bruno Le Maire, disse que não tem qualquer indicação de que a carta receberá uma resposta positiva dos EUA. "Mnuchin pediu que submetêssemos nossos pedidos e é isso o que estamos fazendo. Esperamos que os EUA adotem uma abordagem sensata que permita que os negócios legítimos das empresas europeias continuem", afirmou Le Maire. Fonte: Dow Jones Newswires.

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