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IPCA para 2018 passa de 4,16% para 4,05%, aponta Focus

Fabrício de Castro

Brasília

10/09/2018 09h50

Após os dados mais recentes sobre o comportamento dos preços, que apontaram deflação em agosto, os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA de 2018. O Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira, 10, pelo Banco Central mostra que a mediana para o índice, que baliza as decisões de política monetária, recuou de 4,16% para 4,05%. Há um mês, estava em 4,15%. A projeção para o índice em 2019 seguiu em 4,11%. Quatro semanas atrás, estava em 4,10%.

O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2020, que seguiu em 4,00%. No caso de 2021, a expectativa foi de 3,92% para 3,87%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 4,00% e 3,93%, nesta ordem.

A projeção dos economistas para a inflação em 2018 está dentro da meta deste ano, cujo centro é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%). No caso de 2020, a meta é de 4,00%, com margem de 1,5 ponto (de 2,5% a 5,5%). Já a meta de 2021 é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).

Na última quinta-feira (6), o Instituto Brasileiro de Geografia de Estatística (IBGE) anunciou deflação de 0,09% em agosto. Com isso, a inflação no ano até agosto atingiu 2,83%. Em 12 meses, o IPCA subiu 3,64%.

No Focus, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2018 foi de 4,14% para 4,06%. Para 2019, a estimativa do Top 5 foi de 4,17% para 4,10%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 4,16% e 4,20%, respectivamente.

No caso de 2020, a mediana do IPCA no Top 5 permaneceu em 4,00%, igual ao verificado há um mês. A projeção para 2021 no Top 5 seguiu em 3,75%, também igual ao visto um mês atrás.

Últimos 5 dias

A projeção mediana para o IPCA 2018 atualizada com base nos últimos 5 dias úteis passou de 4,18% para 4,14%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Houve 44 respostas para esta projeção no período. Há um mês, o porcentual calculado estava em 4,15%.

No caso de 2019, a projeção do IPCA dos últimos 5 dias úteis passou de 4,05% para 4,10%. Há um mês, estava em 4,14%.

As projeções do IPCA que consideram apenas os últimos 5 dias úteis são uma das novidades do novo formato do Focus. As estimativas gerais do IPCA, que seguem fazendo parte do Focus, levam em conta os últimos 30 dias. Conforme o BC, a intenção de divulgar projeções com base nos últimos dias úteis tem como objetivo mostrar um retrato mais tempestivo do indicador de inflação.

Setembro

Os economistas do mercado financeiro alteraram levemente a previsão para a inflação em setembro de 2018, de 0,23% para 0,24%. Para outubro, a projeção seguiu em 0,30% e, para novembro, permaneceu em 0,30%. Há um mês, os porcentuais eram de 0,29% e 0,30%, respectivamente.

No Focus desta segunda-feira, a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de 3,75% para 3,89% de uma semana para outra - há um mês, estava em 3,66%.

Preços administrados

O Relatório de Mercado Focus indicou a manutenção na projeção para os preços administrados em 2018. A mediana das previsões do mercado financeiro para o indicador este ano seguiu com alta de 7,20%. Para 2019, a mediana passou de elevação de 4,77% para alta de 4,80%. Há um mês, o mercado projetava aumento de 7,00% para os preços administrados neste ano e elevação de 4,72% no próximo ano.

As projeções atuais do BC para os preços administrados, no cenário de mercado, indicam elevações de 7,2% em 2018 e 4,6% em 2019. Estes porcentuais foram informados no último Relatório Trimestral de Inflação (RTI), em junho.

Outros índices

O Focus também mostrou que a mediana das projeções do IGP-M de 2018 passou de 8,24% para 8,25%. Há um mês, estava em 7,82%. No caso de 2019, o IGP-M projetado seguiu em 4,49%, igual ao verificado quatro semanas antes.

Calculados pela Fundação Getulio Vargas (FGV), os Índices Gerais de Preços (IGPs) são bastante afetados pelo desempenho do câmbio e pelos produtos de atacado, em especial os agrícolas.

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