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Com incertezas, precisamos manter amplo grau de acomodação monetária, diz BCE

Niviane Magalhães

São Paulo

20/09/2018 15h17

As incertezas relativas ao crescente protecionismo, vulnerabilidades nos mercados emergentes e volatilidade do mercado financeiro ganharam mais destaque recentemente, e continua a ser necessário um amplo grau de acomodação monetária para sustentar o mais acúmulo de pressões sobre os preços internos e os desenvolvimentos da inflação global sobre a médio prazo", destacou o economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Peter Praet.

Por outro lado, Praet aponta que a força da economia da zona do euro "sustenta nossa confiança de que a convergência da inflação para o nosso objetivo continuará e será mantida mesmo depois da liquidação gradual de nossas compras de ativos líquidos (QE, na sigla em inglês)".

Ainda assim, a atual estrutura a termo das taxas de juros, "que é um ingrediente fundamental que sustenta as nossas projeções de um retorno gradual e consistente da inflação para o nosso objetivo a médio prazo, incorpora um ritmo muito moderado de subida das taxas para além da data esperada". Nas últimas reuniões de política monetária, o BCE afirmou que as taxas de juros não devem subir até o verão europeu de 2019.

"Prudência, paciência e persistência continuam sendo os princípios norteadores de nossa política monetária, a fim de proporcionar o grau necessário de acomodação monetária e apoiar o gradual aumento das pressões inflacionárias para retornar a inflação a níveis abaixo, mas próximo, de 2% no médio prazo de uma forma durável", salientou Praet.

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