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Arábia Saudita e Rússia mostram confiança antes de reunião da Opep

Argel

23/09/2018 08h14

A Arábia Saudita e a Rússia sinalizaram no encontro de países-membros e não membros da Organização dos Países Exportadores (Opep) sobre as perspectivas para o mercado, na Argélia, que confiam na habilidade do grupo de gerenciar interrupções no abastecimento e qualquer grande aumento de preços.

O ministro de energia da Arábia Saudita Khalid al-Falih afirmou no início do evento que os mercados estão relativamente equilibrados e frisou que o país tem 1,5 milhão de barris por dia de capacidade de reserva de petróleo. "Temos capacidade suficiente para lidar com escassez de petróleo ". De acordo com ele, o mercado está bem apoiado mesmo sem 100% de comprometimento com o acordo da Opep. Além disso, Falih comentou que as tensões comerciais deixam incerta a demanda por petróleo.

O encontro acontece em meio a crescente risco global de suprimento, incluindo os membros da Opep Irã, Venezuela e Líbia. O mercado aguarda medidas para compensar a queda nas exportações iranianas após as sanções impostas ao país pelos Estados Unidos.

Para o ministro de Energia da Rússia, Alexander Novak, a meta do encontro deste domingo é "gerenciar a crise" nos mercados de petróleo. Ele afirmou que os países que participam da reunião irão discutir manter os 100% de comprometimento com o acordo de corte na produção e ressaltou que a Rússia está pronta para impulsionar a oferta de óleo bruto quando for necessário. Novak também comentou que as sanções e as guerras comerciais não são boas para a economia global e para a segurança da energia global.

Também presente na reunião, o presidente da Opep, Mohammad Barkindo, disse que os fundamentos do mercado de petróleo são "bons" e afirmou que o cartel tem visto uma estabilização nos estoques de petróleo, além de ter capacidade de petróleo de sobra para manter o mercado equilibrado. Barkindo disse ainda que pretende atrair mais integrantes à Opep e ressaltou que não está preocupado com os preços do petróleo, embora deseje atingir 100% de comprometimento com o pacto firmado em novembro de 2016. Fonte: Dow Jones Newswires.

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