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Para 68%, aposentadoria diferenciada de poucos prejudica restante da população

Luci Ribeiro e Sandra Manfrini

Brasília

08/05/2019 13h38

A pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira - Reforma da Previdência, divulgada nesta quarta-feira, 8, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e feita pelo Ibope Inteligência, revela que a ampla maioria da população (79%) sabe que atualmente alguns grupos de pessoas podem se aposentar com regras diferentes - como tempo de contribuição e valor máximo da aposentadoria. Outros 14% acreditam que as regras de aposentadoria são iguais para todos.

O levantamento mostra que a maior parte dos brasileiros, 71%, concorda que todos os grupos deveriam estar sujeitos às mesmas regras. Já 26% acham que as regras não deveriam ser as mesmas.

Com relação ao efeito desse tratamento diferenciado, 68% dos brasileiros concordam que, quando alguns grupos se aposentam com regras diferentes, o restante da população é prejudicado. Já 29% discordam dessa afirmação.

Quando questionados sobre a manutenção de regras diferentes para alguns grupos, 62% dos entrevistados concordam que as mulheres tenham normas diferentes das dos homens.

A maioria também defende que os trabalhadores rurais tenham aposentadorias diferentes dos urbanos, que professores, policiais e militares tenham regras diferentes que os demais profissionais.

Benefícios a idosos

Com relação aos benefícios assistenciais, a pesquisa revela um amplo apoio da população. A maioria, 77%, acredita que é dever da sociedade garantir um salário mínimo a todos os idosos de baixa renda, inclusive para aqueles que nunca contribuíram para a previdência. Em 2015, esse porcentual era de 69%.

A pesquisa, feita pelo Ibope Inteligência, ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios entre os dias 12 e 15 de abril. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais e o grau de confiança é de 95%.