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Reforma da Previdência


Secretário diz que mais pobres perdem com alteração no abono

O secretário especial adjunto de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco - Michel Jesus/Câmara dos Deputados
O secretário especial adjunto de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco Imagem: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Sandra Manfrini

Em Brasília

02/10/2019 13h39

O secretário especial adjunto de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, afirmou hoje que o País perdeu com a alteração feita no Senado com relação às regras do abono salarial na reforma da Previdência. Bianco usou sua conta no Twitter para lamentar a derrota e transmitir um vídeo no qual explica o que é o abono salarial e afirma que os mais pobres perdem com a mudança.

"Só 40% do #AbonoSalarial vai para os mais pobres. Hoje recebe abono um jovem de família rica que ganha até R$ 2 mil, enquanto um ambulante não tem direito a nada. O Brasil perdeu no Senado R$ 76 bilhões, isso deveria ir para incentivo à empregabilidade dos mais pobres. Triste!", escreveu o secretário.

Durante a votação do primeiro turno da reforma da Previdência, o plenário do Senado retirou todas as mudanças que seriam feitas nas regras do abono salarial.

A proposta aprovada na Câmara dos Deputados restringia o pagamento do benefício, no valor de um salário mínimo (R$ 998,00), a quem recebe até R$ 1.364,43 por mês. Com a derrota no Senado, ficam valendo as regras atuais, que garantem o repasse a quem ganha até dois salários mínimos.

No vídeo, Bianco afirma ainda que o Brasil perde R$ 76 bilhões que "seriam focados nos mais pobres". "Por que? Porque o abono é uma política que nem sempre chega nos mais pobres. Ela é típica de trabalhadores formais que ganharam até dois salários mínimos no último ano. Qual o problema? O problema é o seguinte o mais pobre, o vendedor ambulante de água, o vendedor de rua não recebe abono porque ele é informal. E o jovem que é formalizado com emprego ele recebe abono, portanto, independentemente da renda, o abono é pago. É uma política que não prestigia os mais pobres", afirmou.

Segundo ele, a intenção de mudar o abono era para fazer com que esse valor chegasse aos mais pobres e aos informais. "Infelizmente perdemos isso. Temos que mudar essa situação", conclui no vídeo.

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