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Governo destaca saneamento como área prioritária para investimento com fundo da Arábia Saudita

O presidente da república Jair Bolsonaro durante o encontro com sua Alteza Real, Mohammed bin Salman, Príncipe Herdeiro do Reino da Arábia Saudita. Foto: José Dias/PR - José Dias/PR
O presidente da república Jair Bolsonaro durante o encontro com sua Alteza Real, Mohammed bin Salman, Príncipe Herdeiro do Reino da Arábia Saudita. Foto: José Dias/PR Imagem: José Dias/PR

Julia Lindner

Riad

30/10/2019 09h49

O presidente Jair Bolsonaro reforçou que o saneamento básico foi apresentado como uma das principais áreas de investimento para o fundo soberano da Arábia Saudita, que anunciou a possibilidade de aportar US$ 10 bilhões de dólares no Brasil. O governo depende da aprovação do novo marco legal do saneamento no Congresso para viabilizar projetos.

"O príncipe (herdeiro da Arábia Saudita) pediu que nós fizéssemos sugestões e uma delas é a questão do saneamento, que é bastante deficitário no Brasil", disse Bolsonaro a jornalistas na saída do hotel onde está hospedado, em Riad.

Ao Broadcast Político, a secretária do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Martha Seillier, afirmou que Bolsonaro deixou claro para os sauditas que a infraestrutura e o saneamento básico são áreas prioritárias. Na sequência, elencou os setores de óleo e gás, inteligência artificial e defesa.

"O fato de ele ter aberto a resposta com saneamento básico mostra que para o governo federal essa pauta é prioritária", disse Seillier. "Essa é a nossa última fronteira de abertura para investimentos privados no Brasil, todos os outros setores a nossa legislação já permite investimentos privados e com isso a gente colhe serviços melhores e de mais qualidade. E o que a gente tem visto no setor do saneamento básico é exatamente o contrário, uma legislação muito fechada e proibitiva para investimento privado."

Ela disse que o governo federal está "apoiando fortemente" a aprovação do novo marco legal na Câmara - e que o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já deu diversas sinalizações favoráveis. "Temos confiança de que será aprovado este ano", declarou a secretária.

Na comissão especial, no entanto, o texto ainda pode passar por modificações.