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Mourão: é necessário buscar equilíbrio entre conter doença e retomada econômica

Gustavo Porto e Elizabeth Lopes

Ribeirão Preto e São Paulo

13/05/2020 12h41

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse hoje, em webinar promovido pela Câmara Árabe, que o resgate da economia é prioridade da atual gestão. Ao lado de preservar a economia, ele disse que a saúde do brasileiro também está no foco das preocupações, sobretudo para baixar a curva de contaminação e das mortes. "É necessário buscar equilíbrio entre contenção da doença e retomada da economia", frisou.

Segundo Mourão, as medidas que estão sendo tomadas pelo governo Bolsonaro - como a destinação de recursos para empresas e trabalhadores - não significa que o equilíbrio macroeconômico será deixado de lado. "Buscar estabilidade macro é fundamental para o Brasil crescer de forma sustentável."

No webinar da Câmara Árabe, o vice-presidente da República disse que no 'day after' após a pandemia do novo coronavírus, o governo terá programa Pró Brasil, que deverá estar pronto entre agosto e setembro.

O projeto foi lançado em abril pelo ministro-chefe da Casa Civil, general Braga Netto, sem a presença do ministro da Economia Paulo Guedes, o que suscitou rumores iniciais, depois abafados, de que ele poderia deixar o governo. O Pró Brasil - que vai na linha contrária do que defende Guedes, pois prevê a utilização de recursos públicos para a retomada do crescimento - tem o objetivo de propiciar a criação de 1 milhão de empregos e recuperar a economia.

No evento desta quarta-feira, Mourão disse também que a atual crise não afetou a fronteira agrícola, pois Estados são menos afetados pela pandemia. "Nosso agronegócio é um caso de sucesso", disse, citando a alta tecnologia utilizada no setor. "O Brasil está comprometido com a cooperação comercial com os países árabes, temos relações estratégicas com essas nações, construídas ao longo dos anos, com fluxo que no ano passado totalizou mais de US$ 12 bilhões, o terceiro parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China e dos EUA."