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IBGE: serviços precisam crescer 10,8% para atingir patamar de fevereiro, diz Lobo

Daniela Amorim

Rio

14/10/2020 12h48

O setor de serviços precisa crescer mais 10,8% para retornar ao patamar de fevereiro, pré-pandemia. A recuperação será lenta e gradual, e pode não ocorrer ainda este ano, avaliou Rodrigo Lobo, gerente da Pesquisa Mensal de Serviços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"É uma taxa que é bastante significativa ainda, crescer 10,8%. Nos três últimos meses serviços cresceram 11,2% e à medida que tem um acúmulo de taxas positivas, torna-se mais difícil crescer sobre uma base de comparação maior. As próximas taxas talvez percam um pouco de fôlego", previu Rodrigo Lobo nesta quarta-feira (14).

Apesar do avanço de 2,9% em agosto ante julho, os serviços ainda operavam 9,8% abaixo do patamar de fevereiro de 2020. "A pandemia ainda está presente na memória das pessoas. Ainda vai levar um tempo para que haja as condições adequadas para que o setor de serviços volte a operar no patamar de fevereiro. Ainda tem algum tempo até lá, talvez em 2020 a gente ainda não veja isso"

Os serviços prestados às famílias estão 41,9% aquém no nível pré-pandemia, precisando crescer 72,2% para chegar ao patamar de fevereiro de 2020. Os serviços de informação e comunicação operam 2,5% abaixo do patamar de fevereiro, enquanto os serviços profissionais e administrativos estão 13,7% aquém. Os transportes operam 11,1% abaixo do pré-pandemia, e o segmento de outros serviços está 1,1% aquém.

Entre os subsetores, alojamento e alimentação operam 43,9% abaixo do pré-pandemia e precisam crescer 78,3% para recuperar as perdas do período. Já o transporte aéreo está 52,8% aquém do pré-pandemia e deve crescer 112,1% para resgatar o que foi perdido.

"Ainda que tenhamos observado uma flexibilização da quarentena, e alguns estabelecimentos tenham voltado a funcionar, ainda tem restaurantes e hotéis funcionando de forma limitada. Há ainda restrição operacional de hotéis e restaurantes, eles operam com capacidade limitada. Há limite de oferta de prestação de serviços e há ainda assim um receio significativo por parte das famílias de voltar a consumir serviços turísticos", ressaltou Lobo.