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Biden quer pacote fiscal bipartidário e manterá diálogo com Congresso

Gabriel Bueno da Costa

São Paulo

29/01/2021 13h29

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, voltou a dizer nesta sexta-feira, 29, que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, espera um esforço bipartidário para aprovar mais um pacote de estímulo fiscal e está "comprometido" com o tema. Durante entrevista coletiva, Psaki lembrou que pesquisas mostram que a iniciativa é apoiada por mais de 70% da população americana.

A porta-voz informou que Biden se reúne nesta sexta com a secretária do Tesouro, Janet Yellen, para tratar do assunto. Ele também pretende manter um diálogo com membros do Congresso, a fim de avançar no tema.

Questionada sobre as possíveis estratégias dos democratas no Legislativo para conseguir um pacote, Psaki disse que Biden não está concentrado nos meandros técnicos do processo, mas em conseguir o mais rápido possível a aprovação dos estímulos.

Vacina

Psaki comentou também que o presidente americano se mostrou "encorajado" diante dos resultados de eficácia da vacina da Johnson & Johnson contra a covid-19.

Ela lembrou que o governo americano já tem acordos com a Pfizer e a Moderna para prover o necessário de vacinas até o verão local, mas disse que o imunizante pode vir a ser uma alternativa positiva na luta contra a doença. De qualquer modo, ressaltou que é preciso primeiro a agência regulatória dos EUA (FDA) aprová-lo.

Sobre a reabertura de escolas, a porta-voz disse que Biden tem todo o interesse em abri-las e garantir que sigam funcionando, mas seguirá as orientações dos profissionais de saúde na pandemia.

China

A porta-voz também foi questionada sobre a China. Ela disse que o novo governo americano avalia eventuais ajustes na relação bilateral e deseja estar "em uma posição de força" em relação a Pequim. Perguntada sobre declaração recente do agora secretário de Estado, Antony Blinken, sobre genocídio contra uigures na China, ela disse que ele falava "em nome do governo".

Psaki disse ainda que Washington pode voltar à mesa de negociações com o Irã, mas que isso dependerá de que Teerã cumpra sua parte no acordo nuclear internacional.

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