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Oi e Claro contestam superintendência do Cade e alegam atuação correta de consórcio

Luci Ribeiro e Sandra Manfrini

Brasília

09/03/2021 17h41Atualizada em 09/03/2021 19h31

A Oi e a Claro contestaram, por meio de notas, a recomendação da Superintendência-Geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) de condenar as operadoras por prática de cartel em licitações públicas, especialmente em pregão realizado pelos Correios em 2015.

A Oi afirmou que a recomendação feita é uma "manifestação técnica" e "ainda não é uma decisão final sobre o caso". "O Cade possui fartos elementos para concluir, em sua análise, que o consórcio formado estava em conformidade com todos os princípios estabelecidos pela Administração Pública e atendia todas as condições de mercado e de interesse público", diz a Oi em nota enviada à reportagem.

"A Oi ressalta que o modelo de consórcio em questão cumpre as exigências da Administração Pública e que não houve nenhuma conduta anticompetitiva por parte da empresa. O processo para formação do consórcio observou a legislação vigente e aplicável ao caso, atendendo as melhores condições econômicas para atender plenamente ao Edital da licitação para prestação de serviços à ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos), realizada em 2015", diz a operadora.

Já a Claro explicou que a recomendação da Superintendência-Geral do Cade ainda passará pelo tribunal. "A empresa tem o entendimento de que não houve qualquer prática anticompetitiva no caso e vai reiterar seus argumentos ao Tribunal", explicou.

Conforme o Broadcast informou mais cedo, a Superintendência-Geral do Cade recomendou ao tribunal do órgão a condenação das operadoras duas operadoras e mais a Telefônica Brasil (Vivo).

O despacho da Superintendência-Geral do Cade está publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira. O caso agora será remetido ao pleno de conselheiros do Cade, a quem cabe tomar a decisão final sobre o processo, acatando parcial ou totalmente ou rejeitando a recomendação.

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