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Guedes diz que recuo de Bolsonaro em nota colocou 'tudo de volta aos trilhos'

07 out. 2020 - Jair Bolsonaro (sem partido) e Paulo Guedes durante o lançamento do programa Voo Simples - Mateus Bonomi/AGIF - Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo
07 out. 2020 - Jair Bolsonaro (sem partido) e Paulo Guedes durante o lançamento do programa Voo Simples Imagem: Mateus Bonomi/AGIF - Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo

Lorenna Rodrigues e Thais Barcellos

Brasília e São Paulo

10/09/2021 13h33Atualizada em 10/09/2021 14h01

Um dia depois de o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), divulgar uma nota em que recuou de ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro da Economia, Paulo Guedes, apostou suas fichas na pacificação do país e na continuidade das discussões de reformas. "A iniciativa do presidente Jair Bolsonaro ontem colocou tudo de volta aos trilhos", afirmou Guedes, em evento virtual do Credit Suisse.

De acordo com o ministro, a manifestação de recuo divulgada ontem deixou claro que Bolsonaro está jogando dentro das regras e que qualquer excesso verbal foi um "mal-entendido". "O presidente não sinalizou em nenhum momento que descumpriria as regras democráticas. Nosso presidente merece respeito, ganhou a eleição com mais de 60 milhões de votos", afirmou. "Nunca aposte contra a democracia brasileira, vamos sempre surpreender."

Guedes disse ainda confiar na cooperação do Congresso e do STF e disse que já tinha reuniões agendadas com os presidentes da Corte, da Câmara e do Senado quando as "celebrações" do dia 7 de setembro "causaram grande ruído político".

O ministro minimizou o discurso antidemocrático e os ataques ao Supremo Tribunal Federal de Bolsonaro. Ainda comentou sobre a Carta à Nação do presidente da República e disse que foi uma declaração contra qualquer mal entendido para esclarecer que não estava convocando ninguém contra o STF, o Congresso ou qualquer Poder Constituído. "O presidente pode ter ultrapassado os limites no discurso, mas não nos atos."

Guedes também disse que as pessoas são humanas, cometem erros e às vezes ultrapassam "seu território", mas a beleza do Brasil é de que quando isso ocorre outro Poder reage e todos voltam a seus lugares.

O ministro reconheceu que o nível de ruído está alto atualmente no Brasil, mas disse que o que ocorreu nos últimos dias foi a manifestação pacífica de milhões de pessoas e a celebração da democracia.

Segundo o ministro, a população que foi às ruas nos protestos a favor do presidente estavam pedindo pela liberdade de expressão e manifestando que "há pessoas na prisão por criticar o STF", em referências aos inquéritos de fake news. Mas negou que manifestações sejam por violência ou contra a democracia. "Pessoas manifestam sua opinião sobre Poderes, outra coisa é convocar violência contra Poderes", disse, citando também que houve muito ruído eleitoral nos EUA.

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