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Paulo Guedes diz que Brasil passa por pior momento de inflação

Ministro da Economia, Paulo Guedes, recebe a ministra-chefe da Secretaria de Governo/PR - Edu Andrade/Ministério da Economia
Ministro da Economia, Paulo Guedes, recebe a ministra-chefe da Secretaria de Governo/PR Imagem: Edu Andrade/Ministério da Economia

Thaís Barcellos e Lorenna Rodrigues

São Paulo e Brasília

10/09/2021 13h06Atualizada em 10/09/2021 13h52

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o Brasil atualmente passa pelo pior momento de inflação, mas que deve terminar o ano entre 7,5% e 8%, voltando ao topo da banda de inflação em 2022, se aproximando de 4% em 2022.

Guedes, em evento do Credit Suisse, comentou sobre a independência formal do Banco Central, que tem o objetivo de controlar a "inflação transitória". E disse que a outra parte do trabalho será feita pelo Ministério da Economia, que tem lutado uma batalha diária a favor do compromisso fiscal. "Acho que vamos ser bem-sucedidos em conter inflação. Também temos gatilhos fiscais em todos os entes federativos."

O ministro ainda destacou que sua equipe foi bem-sucedida em não transformar os gastos transitórios com a pandemia de covid-19 em permanentes, citando que os gastos em proporção do PIB devem terminar o governo em 17,5%, aquém do início da administração Bolsonaro.

Quanto ao déficit primário em relação ao PIB, Guedes repetiu que deve terminar este ano em 1,5% e 2022 em 0,3% ou "até mesmo zero".

Guedes ainda citou novamente a criação de empregos formais e que os informais estão voltando com a vacinação massiva.

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