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Bolsonaro aprova resolução que reduz adição de biodiesel ao óleo diesel

 O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), discursa durante a cerimônia de  entrega de medalhas da Ordem do Mérito Médico e Mérito Oswaldo Cruz, no Salão Nobre do   Palácio do Planalto, em Brasília (DF), nesta quinta-feira, 05 de agosto de 2021.    05/08/2021 - Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO - Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), discursa durante a cerimônia de entrega de medalhas da Ordem do Mérito Médico e Mérito Oswaldo Cruz, no Salão Nobre do Palácio do Planalto, em Brasília (DF), nesta quinta-feira, 05 de agosto de 2021. 05/08/2021 - Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Sandra Manfrini

Do Estadão Conteúdo, em Brasília

12/09/2021 19h34

O presidente Jair Bolsonaro aprovou a Resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que reduz de 13% para 10% a adição de biodiesel ao óleo diesel, especificamente para o 82º leilão de biodiesel, destinado ao suprimento dos meses de novembro e dezembro de 2021. A decisão do CNPE foi anunciada na última segunda-feira, 6, mas dependia da aprovação do presidente.

Em nota divulgada neste domingo, 12, a Secretaria Geral da Presidência da República diz que a medida "vai evitar que o consumidor final pague mais caro pelo produto, o que implicaria em efeitos negativos à economia do País". A medida foi motivada pelos "efeitos da valorização do custo do óleo de soja nos mercados brasileiro e internacional, combinados com a desvalorização cambial da moeda brasileira frente ao dólar, que tem impulsionado as exportações de soja e também encarecido o valor do biodiesel produzido nacionalmente".

A medida, no entanto, foi criticada pela Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) que classificou a redução da mistura como "retrocesso", conforme o Broadcast noticiou. Para a entidade, a medida vai punir o setor, gerando desemprego, desinvestimento, além de aumentar a inflação e prejudicar a economia. "A decisão ainda reafirma que o novo modelo de comercialização deverá entrar em vigor em 1º de janeiro de 2022, cuja discussão segue por parte do governo de forma a cumprir prazo, mas sem perspectiva de solução para diversas questões, principalmente as tributárias", afirmou a entidade na ocasião.

A aprovação da resolução do CNPE pelo presidente deverá estar publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira.

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