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Bolsonaro: emprego é criado pela iniciativa privada, mas empreendedor precisa de estímulo

Bolsonaro, em evento em Brasília - REUTERS/Ueslei Marcelino
Bolsonaro, em evento em Brasília Imagem: REUTERS/Ueslei Marcelino

Eduardo Gayer

Do Estadão Conteúdo

10/11/2021 18h14

Apesar do desemprego ainda elevado no País, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez nesta quarta-feira (10) nova defesa da política econômica do governo e reiterou acenos a liberais, que vêm se distanciando do Palácio do Planalto.

"Emprego é criado pela iniciativa privada, mas empreendedor precisa de estímulo para isso", declarou o presidente durante cerimônia de consolidação do marco regulatório trabalhista Infralegal.

Bolsonaro defendeu em seu discurso que empreender no Brasil está "menos difícil" desde que ele tomou posse. "Muita coisa foi feita desde 2019", declarou. Além de ministros como Ciro Nogueira (Casa Civil), João Roma (Cidadania) e Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência), o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, acompanhou a solenidade.

Sem especificar a que se referia, Bolsonaro ainda criticou um órgão interno do governo. "Como que pode? Uma pequena crítica a um órgão nosso. Não vou falar qual é. Como pode? Terminamos 2019 com saldo positivo de empregos, terminamos 2020, na pandemia, positivos. 2021 já estamos com 2 milhões e meio de empregos criados. De onde é que vem isso aí? Vem da desburocratização", disse o presidente.

Na semana passada, os dados informados no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram revisados e o número de empregos com carteira assinada em 2020 caiu à metade. Em janeiro, o Ministério da Economia divulgou a criação líquida de 142.690 empregos no ano passado, mas o número real despencou para 75.883, mesmo após o governo ter negado durante meses a subnotificação de demissões.

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