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Vendas de imóveis poderão cair 13% em SP, e lançamentos, 17,5%

No caso das vendas, a previsão é que fiquem entre 55 mil a 60 mil unidades em 2022 - Getty Images/EyeEm
No caso das vendas, a previsão é que fiquem entre 55 mil a 60 mil unidades em 2022 Imagem: Getty Images/EyeEm

Circe Bonatelli

Em São Paulo

15/02/2022 12h42Atualizada em 15/02/2022 13h52

Depois dos recordes de lançamentos e vendas no ano passado, o mercado imobiliário na capital paulista tende a encolher neste ano, de acordo com projeções do Secovid-SP (Sindicato da Habitação). Os lançamentos devem alcançar 65 mil a 70 mil apartamentos em 2022. O ponto médio da projeção aponta para uma queda de 17,5% em relação a 2021, quando foram lançadas 81,8 mil unidades.

No caso das vendas, a previsão é que fiquem entre 55 mil a 60 mil unidades em 2022, o que indica uma expectativa de baixa na ordem de 13% ante 2021, quando chegaram a 66,1 mil unidades.

"A expectativa de uma oscilação para menos é uma adequação ao ritmo da economia em curso", disse o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, durante entrevista coletiva à imprensa, realizada nesta terça-feira.

Petrucci lembrou que o Brasil deve ter um crescimento bem mais baixo do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, e convive com juros e desemprego elevados. Outro ponto que provoca incertezas é a proximidade das eleições presidenciais.

Mas a principal preocupação dos empresários está relacionada ao aumento na taxa de juros do crédito imobiliário. Atualmente, ela gira em torno de 9% a 10% ao ano. Já no começo de 2021, estava perto de 7% ao ano. O aumento na taxa se traduz em parcelas mais altas para os mutuários e redução no seu poder de compra.

"O aumento na taxa de juros é algo que preocupa", disse Petrucci. Ele ponderou, entretanto, que a taxa permanece "atrativa" o suficiente para manter a liquidez do setor. Ele explicou que a taxa atingiu recordes de baixa, o que impulsionou os recordes de negócios em 2021, e agora voltou a um patamar mais próximo das médias históricas com que o mercado costuma trabalhar.

Petrucci descartou preocupações com o estoque em níveis recordes na cidade. "Nossa sensação é que a partir de agora vai se reduzir o ritmo de lançamentos, e as empresas vão trabalhar mais a oferta final não vendida (de imóveis) nos primeiros meses do ano".

Em relação ao ritmo das vendas no começo do ano, ele disse que os resultados preliminares são mistos. "Algumas empresas reclamaram muito das vendas em janeiro. Outras falaram bem. Nós ainda vamos fechar os números para ter uma posição mais precisa", comentou.