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Lira diz que vai acionar PF e Justiça para apurar instabilidade em votação da PEC

Presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) - Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados
Presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) Imagem: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados

Iander Porcella

Brasília

12/07/2022 21h10

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse que vai pedir à Polícia Federal (PF) e ao Ministério da Justiça que apurem a queda de internet na Casa nesta terça-feira, 12. O problema técnico gerou insegurança sobre a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) "Kamikaze", que concede uma série de benefícios sociais às vésperas da eleição e decreta estado de emergência nacional.

"A apuração será rigorosa e dura com essa coincidência na Câmara dos Deputados", disse Lira. Segundo o presidente da Câmara, dois servidores de internet caíram ou "foram cortados" ao mesmo tempo. Na visão dele, o problema tecnológico é "grave" e "não é usual". Mesmo assim, após uma força-tarefa do governo para mobilizar a base e estratégias de Lira no plenário, a PEC foi aprovada em primeiro turno.

O líder do PL na Câmara, Altineu Côrtes (RJ), chegou a falar em "fraude" e "ataque à democracia", mas Lira negou que a votação no painel do plenário tenha sido fraudada.

Em nota, a Câmara classificou o ocorrido como "grave": "A área técnica da Câmara dos Deputados verificou instabilidade no sistema de votação remota a partir das 19 horas. A situação se agravou rapidamente, suspendendo qualquer possibilidade de votação à distância, inclusive com a queda da rede wi-fi. Foram interrompidos simultaneamente os dois links de Internet, fornecidos por empresas distintas. Trata-se de uma ocorrência grave e sem precedentes. Para assegurar que todos os deputados exerçam seu legítimo direito de voto, foi suspensa a sessão e determinada a investigação imediata das causas e responsabilidades da pane do sistema".