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Haddad diz que arcabouço vai exigir, mais do que permitir, a queda da taxa de juros

Ministro da Fazenda Fernando Haddad em apresentação da nova regra fiscal - Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda
Ministro da Fazenda Fernando Haddad em apresentação da nova regra fiscal Imagem: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda

Marianna Gualter e Eduardo Rodrigues

São Paulo e Brasília

06/04/2023 10h45

O novo arcabouço fiscal irá exigir, mais do que permitir, a queda da taxa de juros, afirmou nesta quinta-feira, 6, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em entrevista à BandNews.

"Se as contas estiverem em ordem não tem porque existir juros tão altos", disse o ministro. "Penso que está havendo convergência entre a política fiscal e a monetária", emendou. "Se o Congresso e o Judiciário derem sustentação para esse plano, não tenho dúvida que o Brasil entrará em 2024 com rota de crescimento sustentável e justiça social."

Haddad acrescentou que com o patamar atual da taxa de juros, em 13,75%, os investimentos tendem a cair muito.

Por outro lado, para o ministro, se a taxa começar a cair, a tendência é haver uma retomada dos investimentos. "Naturalmente o mercado de capitais terá recursos para fazer negócios, ampliar. Ele terá demanda, vai produzir mais."

Ele afirmou também que o novo arcabouço garante que o aumento de despesas sempre será inferior ao das receitas. "Estamos recompondo a base fiscal do Estado. O Estado precisa ter Orçamento suficiente para honrar compromissos legais e manter o compromisso de responsabilidade com as contas públicas."

Haddad disse ainda que o pressuposto do arcabouço é dar sustentação aos programas sociais previstos na Constituição Federal. "Ou seja, repor verbas da saúde e educação. Só nesses itens o governo anterior cortou R$ 30,0 bilhões. E manter o Bolsa Família no patamar atual, sem solavancos do período anterior."