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Cielo: lucro líquido recorrente é de R$ 440,8 mi no 1º trimestre, alta de 138,8%

São Paulo, 27

27/04/2023 18h59

A Cielo, líder no setor de adquirência no Brasil, encerrou o primeiro trimestre deste ano com lucro líquido recorrente de R$ 440,8 milhões, alta de 138,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação ao quarto trimestre de 2022, o resultado caiu 10,1%, de acordo com balanço divulgado nesta quinta-feira, 27.

O lucro recorrente exclui custos da dívida da aquisição da Cateno e da MerchantE, esta última vendida pela companhia no ano passado. Se considerados esses custos, o resultado foi de R$ 323,8 milhões, alta de 111,4% em um ano.

De acordo com a Cielo, o crescimento veio dos fundamentos operacionais, que melhoraram no último ano tanto na Cielo Brasil, que reúne as atividades de credenciamento, quanto na Cateno, empresa que gere os cartões Ourocard, do Banco do Brasil, e da qual a Cielo é sócia majoritária.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente chegou a R$ 994,9 milhões, alta de 39,8% em 12 meses, mas uma queda de 9% em três meses. A margem Ebitda da companhia subiu 12,9 pontos porcentuais em um ano, para 38,7%.

A empresa controlada por Bradesco e Banco do Brasil informou ainda que a receita líquida foi de R$ 2,569 bilhões no primeiro trimestre deste ano, o que representa queda de 7% na comparação anual. A queda veio com a venda de subsidiárias, que reduziram a base de receita - se consideradas apenas Cielo e Cateno, houve crescimento de 17,2%.

Nos três primeiros meses de 2023, as maquininhas e sistemas da Cielo Brasil capturaram R$ 201,032 bilhões em transações, volume 1,4% superior ao de um ano antes. Em relação ao quarto trimestre do ano passado, houve baixa de 13,1%, segundo a companhia. O último trimestre de cada ano costuma ser mais forte para o setor, graças às compras de fim de ano no comércio brasileiro.

Do volume capturado pela Cielo, R$ 122,137 bilhões foram em transações com cartões de crédito, e R$ 78,895 bilhões, com cartões de débito. O crédito, mais rentável para a companhia, representou 60,8% do total, avanço de 1,1 ponto porcentual no espaço de um ano.