Revisão do IBGE para cima na safra ante junho foi puxada pelo milho 2ª safra, algodão e soja

A revisão na projeção para a safra brasileira de grãos deste ano foi puxada por expectativas maiores para a colheita de milho de segunda safra, algodão e soja, ante o estimado em junho. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de julho, divulgado nesta quinta-feira, 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A safra de 2023 deve totalizar 308,9 milhões de toneladas, 17,4% maior que a de 2022, e 0,5% superior ao previsto em junho, 1,6 milhão de toneladas a mais.

Ante o previsto em junho, houve aumentos nas estimativas para a colheita de batata 3ª safra (10,2% ou 93.196 toneladas a mais), algodão herbáceo (7,2% ou 497.233 toneladas a mais), aveia (3,9% ou 47.211 toneladas a mais), castanha-de-caju (3,8% ou 4.687 toneladas a mais), cevada (2,2% ou 11.356 toneladas a mais), batata 2ª safra (1,6% ou 19.003 toneladas a mais), uva (1,4% ou 22.762 toneladas a mais), trigo (1,2% ou 126.232 toneladas a mais), feijão 3ª safra (0,9% ou 5.700 toneladas a mais), milho 2ª safra (0,8% ou 767.542 toneladas a mais) e soja (0,3% ou 388.233 toneladas a mais).

Na direção oposta, houve declínios nas projeções para o feijão 1ª safra (-4,8% ou -53.804 toneladas), feijão 2ª safra (-4,4% ou -58.555 toneladas), batata 1ª safra (-2,2% ou -40.239 toneladas), tomate (-1,1% ou -41.893 toneladas) e milho 1ª safra (-0,1% ou -14.249 toneladas).