Aumentar meta de inflação não daria mais liberdade à política monetária, diz Campos Neto

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta terça-feira, 22, que um eventual aumento da meta de inflação brasileira não daria mais liberdade à política monetária. A atual meta é de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo.

"Aumentar a meta de inflação não nos dava grau de liberdade, ao contrário, nos tirava", disse Campos Neto, durante participação em evento do Santander, realizado em São Paulo nesta terça-feira.

O debate sobre um possível aumento do centro da meta aconteceu no começo deste ano, estimulado pelo governo Lula, que defendia que o índice perseguido pela política monetária fosse maior.

Entretanto, o Conselho Monetário Nacional (CMN) manteve a meta, mudando, entretanto, o horizonte de ano-calendário para meta contínua a partir de 2025.

Campos Neto disse que houve uma série de ruídos nos debates relativos à meta no início do ano.