Com operação-padrão de servidores, BC altera novamente data de notas estatísticas mensais

Devido à operação-padrão dos servidores do órgão, o Banco Central terá pelo segundo mês consecutivo um atraso na publicação das notas econômico-financeiras mensais. Os dados referentes a outubro, que deveriam ser divulgados na próxima semana, serão publicados apenas na primeira semana de dezembro.

A nota com estatísticas do setor externo, originalmente marcada para o dia 27 de novembro, será publicada no dia 5 de dezembro. Já a nota com os dados de crédito do mês passado passou do dia 28 de novembro para o dia 6 de dezembro. E a nota de estatísticas fiscais do setor público consolidado mudou do dia 29 de novembro para o dia 6 de dezembro.

Da mesma forma, como tem ocorrido nas últimas semanas, os dados referentes ao fluxo cambial entre os dias 13 e 17 de novembro serão publicados na quinta-feira, 23, e não na quarta-feira, como seria usual.

No dia 1º de novembro, os servidores do BC entraram na terceira fase da operação-padrão do órgão.

O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) não descarta a possibilidade de os funcionários entrarem em greve ainda neste mês. No ano passado, a categoria chegou a fazer greve por 90 dias por reajuste salarial e reestruturação da carreira, sem qualquer resultado junto ao governo do ex-presidente da República Jair Bolsonaro.

Este ano, a regulamentação da lei sobre bônus de produtividade dos auditores fiscais da Receita Federal em junho elevou a insatisfação dos funcionários do BC, que contam com apoio público não apenas de Campos Neto, como dos demais diretores da instituição. Iniciada em julho, a operação-padrão já tem afetado diversas divulgações estatísticas da autoridade monetária, e instituições financeiras já sentem a demora no andamento de processos junto ao órgão regulador.

Embora o governo Lula tenha autorizado a realização do primeiro concurso para o BC desde 2013, com 100 vagas, a categoria deseja uma reestruturação da carreira antes da realização do certame. Além do bônus produtividade, os funcionários da autoridade monetária pedem a exigência de ensino superior para o cargo de técnico na autarquia e a alteração de nomenclatura do cargo de analista para auditor.