Correção: Queda da inflação deve continuar e EUA chegarão aos 2%, afirma dirigente do Fed

A matéria publicada mais cedo continua um erro. Raphael Bostic não é presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), como constava no texto, mas sim presidente da distrital de Atlanta do Federal Reserve. Segue abaixo a versão corrigida, que também traz um ajuste na concordância no título.

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Atlanta, Raphael Bostic, afirmou nesta quarta-feira, 29, que as pesquisas e as respostas dos líderes empresariais dizem que a trajetória descendente da inflação provavelmente continuará nos Estados Unidos. Em discurso levando em conta o Teste de Rorschach, ele apontou que uma das razões pelas quais pensa que a inflação continuará caindo são os sinais de que a atividade econômica irá abrandar nos próximos meses, em parte porque a política monetária e as condições financeiras mais restritivas estão a criando uma maior restrição à atividade. "Como enfatizei, o caminho para os 2% será acidentado, como evidenciado pelas flutuações mensais da inflação nos últimos meses. Mas chegaremos lá", afirmou.

"Por outro lado, dados recentes - sobre o crescimento do PIB, despesas de consumo, investimento empresarial, criação de emprego - dizem que a atividade permaneceu surpreendentemente resiliente face a uma política monetária mais restritiva", indicou. De fato, são tão resilientes que pode parecer a alguns que o crescimento poderá continuar avançando acima do nível da tendência de longo prazo, indicou. "Essa não é a receita habitual para uma inflação mais baixa", disse Bostic.

Por sua vez, ele defendeu que a inflação deverá seguir caindo, e lembrou que, no geral, o crescimento salarial também está ficando mais brando. "Embora existam diferenças entre os setores e, especialmente, entre os locais, muitas empresas dizem ao nosso pessoal de campo que estão voltando a aumentar os salários anuais de 2 a 3% em média, abaixo dos 3 a 5% e ocasionalmente mais altos durante os últimos três anos", aponta. "Os salários são o maior custo para muitas empresas, especialmente as do setor dos serviços", reforça.

Do lado do consumidor, existem algumas razões pelas quais os gastos poderão abrandar face aos níveis elevados que impulsionaram a atividade econômica nos últimos trimestres, diz o dirigente. "Acredito que podemos nos sentir mais confiantes nas perspectivas agora", conclui.

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