Integrante do BoE vê persistência preocupante da inflação e política restritiva por longo tempo

A integrante do conselho do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) Megan Greene afirmou nesta quinta-feira, 30, que o que segue como maior preocupação para a aplicação da política monetária da autoridade é a persistência da inflação, e que o mercado de trabalho também dá sinais de que os preços podem seguir mais altos por um maior período. Em discurso na Universidade de Leeds, a dirigente apontou que a política pode ter que ser restritiva por um longo período de tempo, e que, no momento, não há tanta restrição como era pensado. "Fazer muito pouco é risco maior do que fazer muito na política monetária", avaliou.

Segundo a dirigente, uma boa parte da queda recente da inflação ocorreu por queda de preços de energia, mas a inflação de serviços segue em alta. De acordo com Greene, a atividade econômica mais forte do que a vista até agora. "As vagas caíram e o desemprego aumentou, mas o mercado de trabalho ainda está apertado", afirma.

Greene manifestou ainda que tem preocupações de que previsões de um pouso suave na economia britânica podem estar erradas.

Mais adiante, a dirigente acredita que inflação retornará à meta de 2% no médio prazo. Questionada sobre o tema, ela disse que a chance dos juros voltarem a zero é baixa, mas que não é algo para se descartar para sempre, inclusive pela possibilidade de choques.

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