Dólar recua com petróleo forte, mas alta de juros de Treasuries limita antes de payroll

O dólar opera em queda no mercado local nesta sexta-feira, 8, alinhado a perdas ante alguns pares do real, como peso mexicano e rublo russo em meio à alta sustentada do petróleo de mais de 1,5% desde cedo. A moeda americana teve mínima a R$ 4,8957 (-0,27%), mas chegou a rodar brevemente perto da estabilidade, com máxima a R$ 4,9097 (+0,02%), de olho na valorização do índice DXY do dólar e dos rendimentos dos Treasuries. A inclinação da curva americana dá impulso aos juros futuros locais em meio a expectativas pela divulgação do relatório de empregos de novembro nos Estados Unidos, o payroll (10h30).

A mediana das estimativas de 26 analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast aponta geração de 198 mil empregos no mês passado no país, número maior do que o reportado em outubro (150 mil). A mediana da taxa de desemprego deve se manter em 3,9% e para o salário médio é esperado aumento de 0,30%.

Os dados podem trazer ajustes às apostas de corte para a política monetária americana, embora não devam mudar a expectativa de manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na faixa de 5,25% a 5,50% na próxima quarta-feira, mesmo dia em que o Comitê de Política Monetária (Copom) poderá anunciar novo corte da Selic em 50 pontos-base, de 12,25% para 11,75% ao ano.

Na agenda interna, os investidores estão digerindo as primeiras prévias de inflação em dezembro, como de IGP-M e IPC-S, dados industriais e da caderneta de poupança.

A produção industrial cresceu em 10 dos 15 locais pesquisados em outubro ante setembro, e subiu em 12 dos 18 locais pesquisados em outubro de 2023 ante outubro de 2022, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional, divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A caderneta de poupança registrou nova saída de recursos em novembro. Dados divulgados hoje pelo Banco Central (BC) mostram que as retiradas superaram as aplicações em R$ 3,305 bilhões no mês passado. Ainda assim, o resultado é o melhor para o mês desde 2020, quando houve captação líquida de R$ 1,479 bilhão.

Às 9h41, o dólar à vista caía 0,16%, a R$ 4,9022. O dólar para janeiro de 2024 cedia 0,25%, a R$ 4,9105.

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