Ibovespa perde fôlego após CPI dos EUA e vira para o negativo; petróleo também pesa

O Índice Bovespa abriu em leve alta nesta terça-feira, mas perdeu fôlego e inverteu o sinal de alta, voltando ao patamar abaixo dos 127 mil pontos. A perda de força ocorreu em sintonia com o cenário externo, após o índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos ter ficado em 0,1% em novembro, levemente acima das estimativas do mercado, que apontavam estabilidade. Depois da divulgação, o juro curto nos EUA passou a subir e os futuros da bolsa de Nova York reduziram o ritmo de alta.

O Federal Reserve, banco central dos EUA, divulga amanhã sua decisão sobre os juros no país.

Outro fator que favorece queda do Ibovespa é a aceleração das perdas do petróleo, que leva as ações da Petrobras a renovarem mínimas.

Na avaliação de Lucca Ramos, sócio da One Investimentos, o IPCA e o CPI próximos das estimativas não alteraram o cenário para o mercado, o que o leva a crer em um movimento discreto de realização de lucros, depois que o Ibovespa subiu mais de 10% em novembro. "O mercado está muito atento ao dia de amanhã, quando o Federal Reserve deverá publicar suas revisões para inflação e crescimento da economia americana. Será um desafio do Fed admitir a melhora da inflação, sem dar a batalha como ganha", afirma.

Às 11h06, o Ibovespa tinha 126.680,59 pontos, em baixa de 0,19%. Petrobras ON e PN recuavam 0,55% e 0,58%, nesta ordem, em reflexo da queda de 2% dos preços do petróleo.

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