BoE decidiu manter juros, mas ainda há trabalho a fazer para baixar inflação, diz Bailey

O presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Andrew Bailey, comentou que a decisão de manter os juros em 5,25% reflete o recente arrefecimento nas pressões inflacionárias e outros sinais de que a política restritiva está funcionando. "Mas ainda temos caminho a percorrer. Mais aperto na política monetária pode ser necessário se houver evidência de pressões de preços mais persistentes", alertou, em carta aberta ao ministro das Finanças do Reino Unido, Jeremy Hunt.

Bailey reiterou que os juros permanecerão em nível restritivo por tempo o suficiente para garantir que a inflação retorne à meta de 2%.

Ele destacou que as pressões domésticas de preços seguem elevadas, apesar de redução na pressão externa. Na visão do dirigente, este cenário resulta do mercado de trabalho apertado e da inflação de serviços ainda elevada.

O BoE vai monitorar "cuidadosamente" dados macroeconômicos nos próximos meses, afirmou Bailey, em busca de "indícios de persistência da inflação e de resiliência da economia como um todo".

Entre as áreas monitoradas, Bailey destacou as condições do mercado de trabalho, crescimento salarial e inflação dos preços de serviços.

Projeções para o PIB

O Banco da Inglaterra afirmou nesta quarta-feira que, segundo seu staff, o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido deve ficar "em geral estável" no quarto trimestre e também nos seguintes. Em comunicado após decisão de manter os juros, a instituição lembra que o PIB do país ficou estável no terceiro trimestre, com recuo mensal de 0,3% em outubro.

O BoE também destaca que o crescimento global "tem sido um pouco mais forte que o projetado no relatório de novembro".

Segundo a instituição, o crescimento no emprego deve ter perdido fôlego, enquanto houve mais evidências de "algum relaxamento no mercado de trabalho".

No comunicado, o BC britânico também reafirma seu compromisso de que a inflação retorne à meta de 2%, de modo sustentável e no médio prazo. Segundo o banco, ainda é necessário manter a política monetária restritiva "por um período prolongado", para conter o quadro.

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