Ibovespa sobe a 131 mil pontos e toca nova máxima histórica

No último dia da semana e de vencimento de opções sobre ações, o Ibovespa abriu em alta, se alinhando ao exterior, ainda ecoando a expectativa de corte dos juros dos EUA em 2024. No entanto, dados fracos de atividade dos Estados Unidos informados há pouco ajudaram a desacelerar a velocidade de alta do Índice Bovespa e no mercado de ações de Nova York.

Às 10h42, o Índice Bovespa subia 0,08%, aos 130.886,81 pontos, e minutos antes atingiu máxima de 131.661,25 pontos (alta de 0,63%), superando o recorde de 131.259,81 pontos registrado ontem. "Está sendo conduzido pelo fluxo externo. O Fed é o tema central", diz o economista-chefe do BV, Roberto Padovani.

Conforme o Itaú BBA, a partir de agora a superação dessa região será mais um sinal do mercado em direção à tomada de risco. Assim, os próximos objetivos do Ibovespa estão em 137 mil e 150 mil pontos - nível a ser perseguido ao longo de 2024. Contudo, não se pode descartar a possibilidade de realizações à frente. "No entanto, isso não impede que ações que ficaram para trás acionem gatilhos de uma nova tendência de alta", afirma o relatório assinado pelos analistas gráficos Fábio Perina, Lucas Piza e Igor Caixeta.

Ainda que tenha espaço para alguma realização e alguma volatilidade ao longo da sessão, dado o vencimento de opções sobre ações hoje, o Índice Bovespa deve fechar a semana com ganhos robustos. No acumulado semanal até as 10h38 a elevação é de 3,25%, depois de ceder na passada.

Ficam no radar as derrotas do governo no Congresso de pautas econômicas consideradas importantes para o alívio fiscal. Houve a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à desoneração da folha de pagamentos de 17 setores e do veto ao marco temporal.

"Do ponto de vista de mercado, não é um tema que tende a incomodar. Claro que isso está sendo acompanhado, só que de forma geral, em termos de força política. Não tem força para guiar os ativos", avalia Padovani.

Os mercados externos ainda reverberam os sinais de corte de juros americanos pelo Federal Reserve (Fed) na quarta-feira. Além da Bolsa de Londres, que cai, o S&P 500 de futuro de Nova York mudou de direção após a divulgação do índice de atividade industrial Empire State ceder a -14,5 em dezembro, ante previsão de estabilidade.

Já os rendimentos dos Treasuries passaram a subir, afetando a curva futura no Brasil. Já o dólar à vista subia acima de 1,00%, a R$ 4,9422, em meio a incertezas fiscais.

Na avaliação de Padovani, o que tende a continuar conduzindo o Ibovespa principalmente é o exterior. "Está sendo empurrado pelo fluxo externo. O tema central é o Fed, sinal de que começará a cortar os juros", diz.

Hoje, o petróleo tem alta módica, enquanto o minério de ferro fechou com queda de 1,37% em Dalian, na China, onde a produção industrial cresceu acima da expectativa, mas houve frustração com as vendas no varejo.

Apesar do recuo do minério, as ações da Vale subiam 0,30% e as da Petrobras na faixa de entre 0,40% (PN) e 1,02% (ON).

Na agenda, foi divulgado o Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10), que subiu 0,62% em dezembro, superando a mediana das estimativas (0,49%) e o resultado de novembro (0,52%). Com isso, fechou 2023 com queda de 3,56%.

Ainda hoje, espera-se que a Câmara vote a Medida Provisória (MP) da Subvenção do ICMS, principal aposta do governo cumprir a meta do arcabouço fiscal em 2024. Há também a possibilidade de a reforma tributária ter sua votação final na Casa.

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