Intermediação financeira não bancária encolhe em 2022 pela primeira vez em 13 anos, diz FSB

Em meio à escalada dos juros, o setor de intermediação financeira não bancária (NBFI, na sigla em inglês) encolheu de forma significativa pela primeira vez desde 2009, informou o Conselho de Estabilidade Financeira (FSB, na sigla em inglês), em relatório anual sobre o tema, divulgado nesta segunda-feira, 18.

Entre 2021 e o ano passado, os ativos sob administração desse segmento caíram 5,5%, a US$ 217,9 trilhões, diante perdas de avaliação em carteiras de ativos a preços de mercado, particularmente em fundos de investimento. Na categoria mais restrita de empresas com potencial para criar riscos à estabilidade financeira, a queda foi de 2,9%, a US$ 63,1 trilhões, conforme o FSB.

A entidade ligada ao G20 acrescenta que as métricas de vulnerabilidade dos principais atores do NBFI permaneceram estáveis. Houve ainda uma redução na proporção de ativos nos balanços de empresas financeiras não bancárias em relação ao total do sistema em emergentes no geral, mas no Brasil essa métrica aumentou 3,3 pontos porcentuais entre 2017 e 2022.

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