Bolsa passa de 131 mil pontos, recorde histórico

O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa de Valores (B3), bateu novo recorde histórico nesta segunda-feira, 18, ao encerrar o dia com alta de 0,68%, aos 131.083 pontos. Puxado pela valorização das ações da Petrobras, que subiram na esteira de nova alta dos preços internacionais do petróleo, o índice superou os 130.842 pontos da última quinta-feira, o recorde anterior. Com o avanço de ontem, o Ibovespa acumula alta de 2,95%, e de 19,46% no ano.

Com agenda relativamente esvaziada ontem, a alta em torno de 2% nos preços do petróleo - após novo ataque de rebeldes do Iêmen a navio no Mar Vermelho, importante via de escoamento do petróleo do Oriente Médio - puxou as ações da Petrobras, que fecharam o dia com ganhos de 2,05% (ON) e 1,24% (PN).

"Eventos econômicos importantes passaram e o mercado começa a diminuir a liquidez. O dia foi de movimentações mais contidas, e o petróleo ajudou, com o setor de energia segurando o índice na sessão, assim como o metálico, apesar da queda do minério", disse Pedro Canto, analista da CM Capital, destacando também a "puxada" do setor financeiro, leia-se bancos, que é o de maior peso no índice, ao longo da tarde. O papéis ON do Itaú Unibanco subiram 0,75%, Bradesco PN, 0,75%, BTG Unit, 1,40% e Santander UnitBR, o,70%.

Ata do Copom

Além dos grandes bancos, o dia foi positivo também para as ações da Vale (ON), com alta de 0,47%, e para o setor metálico, em que a Gerdau (PN), que avançaram 1,33%, e CSN (ON), 2,77%). Na ponta dos maiores ganhos de ontem do Ibovespa, destaque para Alpargatas (+6,36%), Braskem (+4,37%) e PetroRecôncavo (+3,75%). Com Casas Bahia (-8,33%), Rumo (-2,67%) e Klabin (-2,32%) no lado oposto, das maiores perdas.

Nesta terça, 19, a agenda econômica volta a ter mais dinamismo, com a divulgação da ata da última reunião do Copom no ano, da qual se espera sinais adicionais da autoridade monetária sobre a perspectiva para a taxa básica de juros (Selic), após comunicado da semana passada em que foi mantida a indicação de que os juros continuarão a cair ao ritmo de meio ponto porcentual nas próximas reuniões.

"A agenda de hoje (ontem) foi bem fraca e o que ainda movimentou o mercado foi a inércia que vem da semana passada, com a sinalização dada pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) quanto à possibilidade de corte de juros antes do que se pensava para os Estados Unidos", disse Lucas Serra, analista da Toro Investimentos.

Serra destacou também a alta em torno de 2% do petróleo Brent, referência do mercado brasileiro, que o recoloca o barril na casa de US$ 78, em recuperação após ter sido negociado recentemente a US$ 73. "A retomada de ataques a embarcações no Mar Vermelho resulta em preocupações quanto ao fornecimento, pressionando as cotações para cima."

O grupo armado Houthi, do Iêmen, afirmou ontem, porém, que todos os navios - exceto os israelenses - que se dirigem a portos da região estarão seguros, desde que se identifiquem.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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