Política monetária terá de seguir restrita por período prolongado, afirma integrante do BoE

Em seu primeiro discurso no posto de vice-presidente para Estabilidade Financeira do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Sarah Breeden afirmou nesta terça-feira, 19, que observará os dados de modo pragmático, para as próximas decisões de política monetária. A dirigente, porém, acrescentou que "será importante que a política monetária seja restritiva por um período prolongado, a fim de que a inflação retorne de modo sustentável à meta de 2% no médio prazo".

Breeden realiza discurso em evento do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês). Ela disse estar bastante atenta a como "os resultados do mundo real diferem de nossas expectativas", e lembrou que houve "choques sem precedentes" nos últimos anos.

De qualquer modo, a economia agora se move "na direção correta", embora com a inflação ainda "muito elevada", embora tenha desacelerado no último ano, o que impede o BoE de decretar missão cumprida.

Na avaliação de Breeden, o momento atual é "especialmente incerto", com volatilidade nos dados e "revisões excepcionalmente grandes".

Ela disse que a economia do Reino Unido "está praticamente estável desde o fim de 2022", em termos históricos "muito fraco".

O mercado de trabalho está perdendo vigor, "mas permanece apertado", acrescentou, com os salários ainda crescendo bem acima do que seria consistente com a inflação estar na meta.

Ao responder a questões no evento, Breeden disse que está preocupada com os riscos tanto de haver aperto excessivo quanto relaxamento além do desejável. Por isso, segundo ela, o foco ainda maior nos indicadores e no quadro da economia e nas finanças para as próximas decisões.

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