Tesouro comemora decisão da S&P e reitera 'compromisso' com agenda de reforma

O Tesouro Nacional comemorou a elevação da nota de crédito do Brasil de BB- para BB pela S&P e afirmou que o anúncio pela agência confirma a melhora da trajetória do rating "diante da continuidade dos esforços empreendidos" pelo governo na agenda de reformas "necessárias" ao País e à consolidação fiscal. "Essa decisão vai na linha da sinalização dada pela agência em junho de 2023, quando da revisão da perspectiva da nota de crédito do Brasil de estável para positiva", pontuou o órgão.

Na nota divulgada nesta terça-feira pelo Ministério da Fazenda, a pasta também reitera o compromisso com a agenda de reformas em curso.

No entendimento da equipe econômica, esta pauta contribuirá "não apenas" para o melhor balanço fiscal do governo, mas também irá levar à redução das taxas de juros e à melhoria das condições de crédito, "ao mesmo tempo em que assegurará a estabilidade dos preços". "Desta forma, serão criadas as condições para a ampliação dos investimentos públicos e privados e a geração de empregos, aumento da renda e maior eficiência econômica, elementos essenciais para o desenvolvimento econômico e social do País", escreveu.

No comunicado, o Tesouro ainda listou os principais pontos que motivaram a decisão da agência, destacando a recente aprovação da reforma tributária pelo Congresso e as medidas necessárias ao aumento de arrecadação do governo no próximo ano, quando a Fazenda irá perseguir o déficit zero. "Segundo a S&P, essa agenda demonstra o pragmatismo do País na aprovação de medidas que buscam o equilíbrio fiscal e a estabilidade necessária ao crescimento econômico", diz a pasta.

A posição favorável do Brasil no setor externo, como a composição de dívida majoritariamente em moeda local e a capacidade de financiamento do déficit em conta corrente por meio de investimentos diretos no País, também foi ressaltada pela S&P, pontuou a Fazenda. Ainda entrou na lista de destaques a "credibilidade da política monetária" e a profundidade do mercado doméstico de capitais e de dívida, apontados pela agência como características positivas do Brasil na avaliação.

A Fazenda ainda reconhece o apontamento feito pela S&P, de que os desafios fiscais persistem e são refletidos na avaliação da agência. "Que demonstra a necessidade de redução do déficit fiscal e do endividamento público para uma continuidade da melhora da nota de crédito do país nos próximos anos", observou a Fazenda sobre a avaliação da agência.

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