Ibovespa avança puxado por ações de 1ª linha e renova recorde diário, acima dos 133 mil pontos

Após cair moderadamente mais cedo, o Ibovespa mudou para alta perto do fim do período da manhã, com máxima aos 133.772,25 pontos, em alta de 0,18%, à medida que o petróleo tentava zerar a queda, o que estimulava as ações do setor petrolífero. Com isso, a marca já ultrapassa a máxima alcançada ontem de 133.644,65 pontos. Na mínima hoje, alcançou 133.328,39 pontos (-0,15%).

"Assim como ontem, o volume financeiro deve ficar muito baixo. A sensação é de que encerrou o pregão na sexta-feira", diz Felipe Moura, analista da Finacap, ao referir-se ao giro financeiro, que atingiu cerca de R$ 20 bilhões na sexta e de R$ 13 bilhões ontem, além de lembrar que essa semana serão apenas três pregões. Por ora, a estimativa é de um volume negociado de cerca de R$ 11 bilhões nesta quarta-feira, dado que muitos investidores não retornaram da folga de Natal enquanto outros estão se preparando para as festas da virada do ano.

"De todo modo, o balanço do ano é positivo, com alta de mais de 20% no ano. Quase toda a alta se deu em novembro e em dezembro", completa Moura, acrescentando que esse movimento deve-se principalmente ao crescimento das apostas de queda de juros nos EUA e ao avanço da agenda política no Brasil.

Na terça, o Ibovespa fechou com valorização de 0,59%, aos 133.532,92 pontos, renovando recorde histórico - o terceiro seguido. "Pode até tentar realizar um pouco, embora não tenha grandes novidades para uma realização considerável", diz Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença.

Após ceder mais cedo em torno de 1,00%, o petróleo caía cerca de 0,20% no exterior, após a alta de ontem, dando força às ações da Petrobrás. ON subia 0,11% e PN tinha elevação de 0,28%. Já a alta de cerca de 0,50% do minério de ferro em Dalian, na China, reflete nas ações da Vale, que avançavam 0,60%.

No pré-mercado de Nova York, os índices futuros operam sem direção única, depois que as bolsas americanas fecharam em alta na terça-feira, diante do crescimento das apostas de corte dos juros dos EUA no primeiro trimestre de 2024.

"O mercado segue especulando em cima das taxas de juros. Nos Estados Unidos, o debate é se o Fed começará a cortar os juros em março ou em maio. No Brasil, fica a atenção nos indicadores para ver se o BC acelerará ou não o ritmo de corte da Selic", diz Monteiro, da Renascença. Lá fora, a agenda está esvaziada.

No Brasil, a agenda tem como destaques a divulgação do resultado primário do Governo Central e do Relatório Mensal da Dívida Pública, ambos pelo Tesouro Nacional e referentes a novembro.

Depois de confirmar que o diesel será reonerado a partir de 1º de janeiro de 2024, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que é provável que até quinta-feira a alternativa do governo para a desoneração da folha de pagamento e o conjunto de medidas compensatórias sejam encaminhadas ao Congresso.

Na B3, Lucas Serra, analista da Toro Investimentos, ainda chama a atenção para a divulgação da terceira prévia da carteira do Ibovespa válida para o período de janeiro a abril de 2024. "Essa lista confirmou a manutenção de algumas empresas como Casas Bahia, que havia especulação de sua retirada, e a entrada de Isa Cteep. Além da própria visibilidade, o fluxo comprador tende a aumentar", estima.

Às 11h21, o Ibovespa subia 0,13%, aos 133.707,97 pontos.

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