Cresce aposta entre os bancos de que Selic deve terminar 2024 abaixo de 9,25%, diz Febraban

Ganhou força entre os bancos a visão de que a taxa básica de juros pode terminar o ano abaixo de 9,25%. A Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), divulgada nesta terça-feira, 2, mostra que 55,6% dos entrevistados projetam que a Selic ficará abaixo desse nível até o fim do ano, ante 41,2% dos participantes na pesquisa anterior (realizada em novembro).

O levantamento revela que a grande maioria (88,9%) dos bancos participantes julgou como adequada a sinalização do Comitê de Política Monetária (Copom) de cortes de 0,50 ponto porcentual da Selic nas próximas reuniões, pois "não foram observadas alterações relevantes no cenário que justifiquem uma intensificação no ritmo de flexibilização monetária", de acordo com a pesquisa.

A mediana para a taxa básica de juros coletada na pesquisa mostra reduções de 0,50 ponto porcentual ao longo do primeiro semestre de 2024, com recuo para 0,25 ponto porcentual a partir da segunda parte do ano.

Câmbio

No câmbio, os participantes esperam alguma desvalorização do real até meados de 2024, com o dólar voltando ao nível de R$ 5,00.

Atividade econômica

Em relação ao desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), a maioria dos bancos (61,1%) segue acreditando que o indicador deve crescer por volta de 1,5% em 2024, em linha com o boletim Focus do Banco Central. Porém, a pesquisa destaca que as projeções começam a mostrar maior dispersão, embora mantendo o viés de alta, com 33,3% dos participantes apostando em crescimento superior ao consenso.

Inflação

Metade dos participantes projeta que a inflação tende a seguir em desaceleração, em meio à manutenção da política monetária em nível contracionista, levando o IPCA a fechar 2024 abaixo de 4,0%.

Cenário internacional

Já no cenário internacional, 72,2% dos entrevistados aguardam que o processo de cortes dos juros pelo Federal Reserve nos Estados Unidos comece no segundo trimestre, nas reuniões de política monetária de maio ou junho, um pouco mais tarde do que o precificado atualmente no mercado (reunião de março).

A pesquisa da Febraban é feita a cada 45 dias, logo após a divulgação da Ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e mostra a estimativa dos bancos para o comportamento de diversas variáveis da economia ao longo deste e do próximo ano. A edição divulgada hoje foi feita com entrevistas com 18 bancos entre 20 e 22 de dezembro.

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