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Selic no fim de 2024 segue em 9,00% e permanece em 8,50% para 2025, projeta Focus

O mercado manteve a mediana do Relatório de Mercado Focus para a expectativa de Selic terminar no atual ciclo de flexibilização em 9,00% ao ano no encerramento de 2024. Há um mês, a estimativa já era de 9,00%. Considerando apenas as 79 respostas dos últimos cinco dias úteis, a mediana para o fim de 2024 também seguiu em 9,00% ao ano.

Em dezembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) cortou a Selic pela quarta vez consecutiva em 0,50 ponto porcentual (pp), para 11,75% ao ano. O colegiado manteve a sinalização de que o ritmo de corte de 0,50 ponto porcentual continua sendo o mais apropriado para as próximas reuniões - no plural. Na coletiva do último Relatório Trimestral de Inflação (RTI), o presidente do BC, Roberto Campos Neto, enfatizou que essa mensagem vale para dois encontros: de janeiro e março de 2024.

No encontro do mês passado, o Copom repetiu que a magnitude total do ciclo de flexibilização ao longo do tempo dependerá da evolução da dinâmica inflacionária, em especial dos componentes mais sensíveis à política monetária e à atividade econômica, das expectativas de inflação, em particular daquelas de maior prazo, de suas projeções de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos.

No Relatório de Mercado Focus, a projeção para a Selic no fim de 2025 continuou em 8,50%, igual a um mês antes. Para 2026, a projeção seguiu em 8,50% pela 25ª semana consecutiva. Para 2027, a estimativa também seguiu em 8,50%, onde se mantém por 24 semanas.

Projeção suavizada do IPCA 12 meses à frente passa de 3,87% para 3,86%

Os economistas do mercado financeiro reduziram levemente a expectativa para a inflação suavizada para os próximos 12 meses, que oscilou de 3,87% para 3,86%, de 3,85% há um mês.

Em junho do ano passado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou ao Conselho Monetário Nacional (CMN) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva iria editar decreto estabelecendo uma meta contínua de inflação a partir de 2025, em substituição à atual meta-calendário.

No dia 20 de outubro, porém, Haddad confirmou que não havia previsão para publicar o decreto que regulamenta a meta de inflação contínua. "Até aqui, não (há previsão de publicar o decreto). Consultas estão sendo feitas pela Secretaria de Política Econômica da Fazenda. Mas nós temos tempo, e provavelmente até o final do ano nós vamos ter notícias", disse o ministro, em São Paulo.

Como mostrou o Estadão Broadcast na semana passada, com a chegada de mais diretores do Banco Central indicados por Lula, o decreto da meta de inflação deve ser finalmente publicado nas próximas semanas. O governo enxerga o período até o fim do recesso do Legislativo como uma "boa janela", já que, até lá, poucos devem ser os anúncios que a equipe econômica prepara para este ano. "O documento já está esboçado. É apenas uma questão de timing e, até a volta do Congresso, pode ser um bom momento", comentou uma fonte.

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Curto prazo

Os economistas do mercado financeiro revisaram parte das expectativas de inflação de curto prazo no Relatório de Mercado Focus desta segunda-feira, 22. A mediana para janeiro de 2024 passou de 0,40% para 0,44%. Há um mês, a expectativa era de 0,37%. Para o IPCA de fevereiro, a estimativa passou de 0,65% para 0,66%, de 0,63% um mês antes. Já para março, a previsão para o indicador passou de 0,31% para 0,29%, ante 0,33% de quatro semanas atrás.

Mediana de câmbio para 2024 passa de R$ 4,95 para R$ 4,92 e segue em R$ 5,00 para 2025

O cenário esperado para o câmbio brasileiro neste ano variou para baixo no Relatório de Mercado Focus.

A estimativa para o câmbio no fim de 2024 passou de R$ 4,95 para R$ 4,92, ante R$ 5,00 de um mês antes. Para 2025, a mediana seguiu em R$ 5,00, de R$ 5,05 de quatro semanas antes. A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não mais no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020. Com isso, o Banco Central espera trazer maior precisão para as projeções cambiais do mercado financeiro.

Déficit primário em relação ao PIB em 2024 segue em 0,80%, prevê Focus

O relatório trouxe a manutenção na projeção de rombo fiscal de 2024. Para o déficit primário em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, a mediana seguiu em 0,80%, mesmo nível de um mês antes.

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A Lei Orçamentária Anual de 2024 prevê superávit de R$ 2,8 bilhões neste ano (zero do PIB). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já avisou que o governo "dificilmente chegará à meta zero", até porque o chefe do Executivo "não quer fazer cortes em investimentos e obras".

A estimativa do Focus para o déficit nominal em 2024 melhorou, de 7,00% para 6,93% do PIB, ante 6,80% de um mês atrás. O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após o gasto com juros e outras despesas financeiras.

A estimativa para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o Produto Interno Bruto (PIB) em 2024 passou de 64,25% para 63,80%, ante 64,50% de um mês atrás.

Para 2025, o déficit primário esperado pelo mercado passou de 0,66% para 0,60% do PIB. O novo arcabouço fiscal aprovado no ano passado prevê uma meta de superávit primário de 0,5% do PIB no próximo ano.

O déficit nominal projetado para 2025 passou de 6,39% para 6,27%, ante 6,20% de um mês atrás. Já a estimativa para a dívida líquida passou de 66,55% para 66,20% do PIB, ante 66,40% de quatro semanas antes.

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