Corte de juros em março nos EUA não é o mais provável, diz presidente do Fed

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, voltou a reiterar que um corte na taxa de juros dos Estados Unidos em março "não é o mais provável". Na semana passada, o Fed manteve os juros entre 5,25% e 5,50% ao ano e avisou que só cortará a taxa básica quando estiver confiante de que a inflação caminha de forma sustentada para a meta de 2% ao ano.

"Não é provável que esta comissão (Fomc) atinja o nível de confiança a tempo da reunião de março, que será daqui a sete semanas. Esse não é o mais provável", disse Powell, em entrevista ao programa 60 Minutes da CBS, gravada na última quinta-feira, 1º de fevereiro, e divulgada no fim da noite do domingo, 4.

Segundo Powell, a maioria dos membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) acredita ser apropriado o início do afrouxamento da política monetária com corte nas taxas de juros ainda neste ano.

"É certamente o cenário base. Estamos apenas tentando escolher o momento certo, dado o contexto geral", afirmou o presidente do BC norte-americano, acrescentando que o Fed está avaliando o momento para redução da política restritiva com "cuidado". "É uma decisão muito importante", pontuou.

Questionado sobre a surpresa do mercado financeiro com a manutenção da taxa de juros, Powell afirmou que acompanha o mercado, mas que o objetivo do Fed é cumprir a atribuição dada pelo Congresso de máximo emprego e estabilidade de preços.

"A situação geral, que vemos agora, é de um forte crescimento econômico. Temos um mercado de trabalho saudável, com desemprego historicamente baixo, e temos uma inflação em queda. Há todos os motivos para pensar que [irá] continuar melhorando desde que não haja eventos em todo o mundo que perturbem isso", avaliou Powell.

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