Empapel prevê crescimento de 1% na expedição de papelão ondulado em 2024

A Associação Brasileira de Embalagens em Papel (Empapel) projeta um crescimento de 1% nas expedições de caixas, acessórios e chapas de papelão ondulado em 2024, a 4,053 milhões de toneladas. A entidade tem perspectiva de manutenção de um crescimento estável e moderado, conforme foi registrado nos anos de 2023 e 2022.

Para além da verificação de desempenho do setor, o indicador de expedições de papelão também é interpretado como um termômetro indireto da economia, dado que as embalagens produzidas pelas empresas do setor são utilizadas para armazenar e transportar produtos manufaturados, desde alimentos até materiais eletroeletrônicos.

A projeção de alta de 1% foi calculada pela Empapel em parceria com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre).

A leitura do presidente da associação, José Carlos da Fonseca Junior, é a de que os números de 2024 mostram um cenário moderado, com previsão de expedição próxima ao que foi calculado em 2023 (4,026 milhões de toneladas).

A previsão também está em concordância com o crescimento de 1,5% esperado pelo mercado para o PIB em 2024, de acordo com o relatório Focus, do Banco Central.

Mudança

A Empapel também anunciou que mudará a maneira como divulga os dados em seu boletim mensal, que reúne dados de expedição do setor.

"A partir de 2024, estamos introduzindo as informações do IBPO Índice Brasileiro de Papelão Ondulado em metros quadrados, nos alinhando aos indicadores globais. Assim, teremos informações mais aderentes ao número de embalagens colocadas no mercado", informou Fonseca Junior.

A associação também almeja ampliar o escopo de trabalho de representação para além do papelão ondulado, a fim de abranger outros produtos do setor, como papéis para embalagens (kraftliner, papel cartão) e embalagens em papel (sacos industriais feitos a partir de papel, sacolas).

"Em 2024, seguiremos com esse trabalho de consolidação e fortalecimento da Empapel, no Brasil e no exterior. Nossa meta é intensificar ainda mais a integração com nossos associados para colher recomendações e orientações sobre o desenvolvimento de nosso setor", disse o presidente-executivo.